Em AL, Queiroga reage à decisão da Justiça sobre exigência de comprovante de vacinação nas escolas de Maceió
Na opinião do ministro da Saúde, aplicação de vacinas no Brasil não é obrigatória
Em Alagoas, para mais uma agenda do Governo Federal, o ministro da Saúde Marcelo Queiroga reagiu de forma contrária à decisão da 28ª Vara Cível da Capital que obriga a apresentação do comprovante de vacinação das crianças e adolescentes contra a Covid-19 nas escolas públicas e privadas da capital. Na opinião dele, aplicação de vacinas no Brasil não é obrigatória.
Tudo em um só lugar.
Receba notícias da GazetaWeb no seu WhatsApp e fique por dentro de tudo!

“As vacinas estão disponíveis para que os pais possam levar os seus filhos aos postos e exercerem este direito à vacinação. A posição do Ministério da Saúde, conforme já publicado, é que as vacinas não são obrigatórias. Os pais e responsáveis devem decidir se vacinam ou não os seus filhos aqui”, destacou o ministro, quando questionado pela Gazetaweb.
Artigos Relacionados
Ele citou, como exemplo, uma ação anteriormente movida por uma sigla partidária para tornar a vacinação obrigatória, mas que foi rejeitada pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Neste caso, o ministro Ricardo Lewandowski tornou a ação sem objeto.
“Esses partidos de esquerda que não arranjaram vacina para nenhum brasileiro, sendo todas elas disponibilizadas pelo Ministério da Saúde. No nosso entendimento, o retorno às aulas não têm relação com a vacinação, inclusive é a posição da Unicef, ONU, Organização Mundial de Saúde (OMS)”, comentou Queiroga.


Criança é atacada com chute na cabeça por morador em situação de rua em Brasília

Farmácias de Maceió são flagradas com produtos vencidos

Explosão faz máquina pegar fogo em obra da nova sede da Assembleia de AL

Hemoal fecha unidade nesta sexta e sábado; veja onde doar sangue em Maceió
O ministro ainda criticou as tentativas de, no Brasil, fazer com que o Poder Judiciário tome decisões acerca de políticas públicas. “Infelizmente, aqui, tudo se judicializa, como se a Justiça fosse executar as políticas públicas na ponta. Nós respeitamos as decisões judiciais, mas somos contrários a este tipo de posicionamento”, reforçou.
Já o prefeito de Maceió, JHC (PSB), informou que a determinação da 28ª Vara Cível da Capital está sendo avaliada pela Procuradoria Geral do Município (PGM) e, só após a análise, a prefeitura irá se manifestar, respaldada, segundo ele, de “forma técnica e jurídica, nunca política”.
Pela decisão da Justiça de Alagoas, os pais devem ser notificados para que apresentem o documento no prazo de 15 dias, respeitando o cronograma vacinal. Caso se recusem ou se omitam, o fato deverá ser noticiado ao Ministério Público e ao Conselho Tutelar, para que sejam adotadas as medidas pertinentes.

