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Nas redes sociais, influencer diz que não vai se pronunciar até advogada ter acesso a inquérito policial

Polícia Civil (PC) concluiu caso e decidiu por não indiciar turista brasiliense por estupro, devido à falta de provas

Após a Polícia Civil (PC) concluir o caso da influencer Duda Martins e decidir por não indiciar turista brasiliense por estupro - por falta de provas -, ela usou as redes sociais, nessa quarta-feira (9), para informar que não vai se pronunciar sobre a decisão até a sua advogada ter acesso ao inquérito policial.

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A influenciadora disse ter sido estuprada pelo homem, identificado como Luiz Campos, que passava as festas de Réveillon em Maceió, no final do ano passado, após conhecê-lo em um bar situado na orla marítima da capital e ter sido dopada.

“Ainda não houve pronunciamento sobre o caso porque não tivemos acesso ao inquérito e ao que foi falado. Estarei aguardando minha advogada para comunicar tudo aqui”, escreveu Eduarda, acrescentando que, por orientação da defesa, vai se manter em silêncio.


				Nas redes sociais, influencer diz que não vai se pronunciar até advogada ter acesso a inquérito policial
Caso Duda Martins. Reprodução/Instagram

				Nas redes sociais, influencer diz que não vai se pronunciar até advogada ter acesso a inquérito policial
Reprodução/Instagram

Duda é representada pela advogada Júlia Nunes, da Associação AME, entidade que protege e dá assistência jurídica a mulheres vítimas de quaisquer tipos de violência.

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Por meio de nota, a AME disse que o caso tramita de maneira sigilosa e que todas as providências legalmente cabíveis serão tomadas no decorrer do processo judicial. A entidade informou, ainda, “que acolhe todas as mulheres com narrativas de eventos violentos, proporcionando, assim, assistência jurídica e psicológica, além de se posicionar ao lado delas até a conclusão dos casos”.

Em coletiva de impresa nessa quarta (9), a delegada Maria Angelita, responsável pelo caso, informou que não houve violência na relação sexual entre os dois e nem consumo de substância de relevância forense que pudessem levar ao indiciamento do suspeito. "Concluímos que não houve abuso por parte de Luiz Campos e que o consumo de bebida foi feito de forma voluntária e consciente", destacou a delegada Maria Angelita, responsável pelo caso.

O CASO

Eduarda Martins relatou - em uma série de publicações em sua rede social, na manhã do dia 31 de dezembro, - que um homem a dopou durante a tarde, enquanto estava em um bar. Ela afirmou que acordou no sofá da casa do denunciado, que a colocou em um táxi de volta para casa.

Ao chegar à sua residência, notou que alguns pertences pessoais estavam faltando, além de sua roupa íntima. Por conta da insistência do homem em não devolver os objetos, a denunciante voltou ao apartamento na presença da polícia e pegou seus materiais.

"Quando cheguei em casa e me dei conta que estava sem calcinha, foi um momento que eu me senti nojenta, eu me senti como se meu corpo tivesse sido invadido. Inclusive, havia lesões nas regiões íntimas. Quando eu deito na cama, sinto como se fosse ele por cima de mim", disse Eduarda, muito emocionada.

Ela disse ainda que foi submetida a exames no Hospital da Mulher e passaria por acompanhamento psicológico, além de registrar um Boletim de Ocorrência (BO) em uma delegacia de Polícia Civil (PC), no centro de Maceió.

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