Estudante que ironizou morte de paciente se diz “muito arrependida”; ela está afastada do curso de medicina por 6 meses
Aluna foi afastada do curso, reprovada do estágio e desligada do ambulatório 24 horas de Marechal Deodoro

Mariane Rodrigues
09/02/2022 às 6:36 • Atualizada em 09/02/2022 às 6:52 - há XX semanas
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A estudante de medicina, de 20 anos, que foi afastada do curso por fazer uma publicação nas redes sociais ironizando a morte de uma paciente, foi ouvida pelo colegiado do Centro Universitário Cesmac nesta quarta-feira (9). Em relato, ela reconheceu o erro e afirmou que não tinha intenção de “reduzir a importância da paciente”. A aluna está afastada por seis meses do curso e foi reprovada do estágio.
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Em publicação nas redes sociais nessa terça-feira (8), a estudante de medicina, que estagiava em um ambulatório 24h em Marechal Deodoro, reclamou que não podia dormir porque, no horário de descanso, apareceu uma paciente apresentando quadro de infarto. Em outra publicação, ela sorri para a foto, faz um sinal de “legal” com a mão, e atualiza as informações sobre o atendimento, dizendo: “A mulher morreu e eu não dormi”.
Além das frases, o colegiado considerou erro grave o fato de a estudante também ter divulgado, na publicação, o nome da paciente e o problema de saúde dela. Também divulgou o nome da médica que acompanhava o caso.
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De acordo com o coordenador do curso de medicina do Cesmac, André Falcão, a estudante foi ouvida hoje pelo colegiado e expôs as alegações. Segundo ele, ela afirmou estar “muito arrependida”, que “tem respeito pela vida humana”, mas que também está “assustada”.


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“Ela reconhece o erro grave que ela tomou. Expôs versão de quem não teve o cuidado com rede social, que a intenção não era de prejudicar, nem fazer com que o entendimento fosse o de reduzir a importância da paciente”, diz o coordenador.
Ele afirmou ainda que a estudante possui um bom desempenho técnico na unidade de ensino, mas acrescenta: “Em nosso curso, a vertente técnica não tem mais importância que a vertente ética. Mas alguns alunos, às vezes, não compreendem isso”.
De acordo com o Falcão, a estudante alega que fez a publicação para um grupo fechado, mas não pensou na gravidade da situação. “Independentemente de ser para uma pessoa, dez ou mil, a rede social não tem controle disso”.
Após o relato da estudante, o colegiado entendeu que houve um “quadro de profunda imaturidade”, mas que houve um “erro grave” e por isso ela foi afastada por seis meses e reprovada do estágio.
Agora, a decisão do colegiado será levada ainda esta semana para a homologação do Conselho Superior, que pode ainda agravar as penalidades.


