Número de alagoanos que investem na Bolsa de Valores aumentou 70% em 2021
Dados divulgados pela B3, a Bolsa Brasileira, mostram que em 2020 eram 17.677 contas, já no ano passado esse número saltou para 30.063
O número de contas de alagoanos na Bolsa de Valores brasileira, a B3, aumentou 70% em 2021, de acordo com a instituição. Em 2020 eram 17.677 contas, já no ano passado esse número saltou para 30.063 contas. Contudo, o valor investido não acompanhou o número de contas abertas. Em 2020 foram investidos R$ 940 milhões, já em 2021 o valor subiu para a marca de R$ 1,05 bilhão.
Tudo em um só lugar.
Receba notícias da GazetaWeb no seu WhatsApp e fique por dentro de tudo!

De acordo com os dados da B3, os homens ainda são os maiores investidores na Bolsa em Alagoas. Eles respondem por 79,4% das contas ativas no estado, com 23.887 contas. Já as mulheres são titulares de 6.176 contas em Alagoas, o equivalente a 20,5%. Em outubro do ano passado a B3 atingiu a marca histórica de 4 milhões de contas de pessoas físicas em renda variável. Com 1,1 milhão de contas de mulheres e 2,9 milhões de homens, o valor em custódia da pessoa física é de R$ 490 bilhões.
Leia também
“A leitura é que precisamos sair do debate da Renda Fixa ou Renda Variável. O brasileiro vem aprendendo que pode diversificar sua carteira com oportunidades em Renda Fixa e Renda Variável”, explica Felipe Paiva, diretor de Relacionamento com Clientes e Pessoa Física da B3. Os dados confirmam que a maior parte dos novos investidores (48%) entra no mercado de equities na faixa de 25 a 39 anos. A faixa entre 19 e 24 anos está na sequência, com 24% dos novos investidores.
“Isso traz mais cores para a mudança geracional que temos observado desde 2019”, avalia Paiva. Segundo os dados divulgados pela B3, o número de investidores em ações cresceu 26% na comparação entre set/20 e set/21. Já os Fundos de Investimento Imobiliários (FIIs), Fundos de índices (ETFs) e Brazilian Depositary Receipt (BDRs) subiram 40%, 96% e 1.414%, respectivamente, na comparação com o mesmo período. Diversificação é uma característica que tem se tornado cada vez mais recorrente na carteira dos investidores.


Jovem é encontrado morto em terreno baldio no bairro Cleto Marques

Defensoria cobra solução para atrasos na coleta de lixo em Maceió

Operação prende 9 suspeitos e influenciador PTK em Alagoas

Enem 2026: Inscrições encerram nessa sexta-feira
Em 2016, 78% das pessoas físicas detinham apenas ações em seus portfólios. Em 2021, esse número caiu para 49%. “O que estamos vendo é que, cada vez mais, os investidores possuem uma combinação de ações com outros produtos de bolsa, trazendo para a prática o conceito da diversificação de carteira”, aponta o diretor da B3. Observa-se, também, a diversificação dos investidores nos ticketes negociados. Em 2016, 39% das PFs possuíam apenas 1 ativo em carteira, hoje, esse número caiu para 21%.
Isso significa que um a cada dois investidores possui mais de 5 tickers na carteira. Desde 2019, está cada mês mais baixo o valor médio do primeiro investimento das pessoas físicas na renda variável. Essa quantia, que já foi de cerca de R$ 1.500 reais, hoje está em torno de R$ 273 – o que demonstra que o investidor não deixa de fazer aportes, mesmo que mais baixos, em renda variável. “Fazendo um raio-X dos 86 mil investidores que entraram em setembro, com mediana de R$ 273, observamos que a maior parte entrou com investimentos ainda menores, na faixa até R$ 200. Podemos inferir que é uma parcela do patrimônio do investidor, ainda mais combinando com o número da carteira mediana de R$ 8 mil. Ou seja, a pessoa física entra com aportes baixos, mas os mantém de forma recorrente”, observa Paiva.
