Variante encontrada com 46 mutações na França ainda não preocupa a OMS
Com 12 casos encontrados, o gerente de incidentes da OMS afirma que a nova cepa está sendo monitorada e não representa uma grande ameaça
A Organização Mundial da Saúde (OMS) afirma que está monitorando a nova variante IHU do coronavírus identificada em um pequeno número de pacientes na França, mas que, por enquanto, há poucos motivos para se preocupar com sua disseminação. A cepa B.1.640.2 foi detectada em dezembro do ano passado por pesquisadores do Instituto Mediterrâneo de Infecção (IHU) e tem pelo menos 46 mutações. Apenas 20 amostras da variante foram sequenciadas até agora, afirmaram as autoridades de saúde.
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O diretor de incidentes da Covid-19 da OMS, Abdi Mahmud, disse à imprensa local, nessa terça-feira (4/1), que a variante estava no radar da agência desde novembro, mas acrescentou que ela não parecia ter se espalhado amplamente nos últimos dois meses.
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“Esse vírus teve altas chances de infectar desde novembro, quando foi identificado”, afirmou o gerente em uma entrevista coletiva em Genebra, na Suíça.
A nova cepa foi descrita em artigo publicado na plataforma medRxiv em versão pré-print, que ainda precisa passar pela revisão de pares, em 10/12/21. De acordo com o estudo, a variante denominada IHU foi encontrada pela primeira vez no sudeste da França em uma pessoa vacinada que havia recentemente viajado para Camarões. Até o momento, apenas 12 casos foram contabilizados.


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Os cientistas definem a nova variante como uma “combinação atípica” de 46 mutações que a diferem da versão original do coronavírus. A Ômicron também tem um grande número de alterações em seu DNA, e os pesquisadores acreditam que as mudanças a tornam muito mais transmissível.
Enquanto a IHU não parece ser mais perigosa do que outras cepas, a Ômicron, identificada em 23 de novembro, já foi encontrada em pelo menos 128 países, de acordo com a OMS, e está alcançando números recordes de casos em muitas partes do mundo.
“É muito cedo para especular sobre as características virais, epidemiológicas ou clínicas dessa variante com base nesses 12 casos”, escreveram os pesquisadores.
Mutações da nova variante
Testes laboratoriais mostraram que a nova variante possui a mutação E484K, que torna o vírus mais resistente às vacinas, e a N501Y, originalmente descoberta na variante Alfa, associada à maior transmissibilidade.
