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Família é agredida após festa em Maceió e pede celeridade nas investigações

Autores do espancamento foram identificados pela polícia, levados à Central de Flagrantes e liberados em seguida

Quatro pessoas da mesma família foram agredidas por dois homens, na madrugada deste domingo (2), quando saíam de uma festa no bairro Jaraguá, em Maceió. De acordo com eles, além dos socos e chutes, os agressores preferiram provocações de cunho sexual às mulheres que se encontravam no local.

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A médica Tamarly Caroline, de 29 anos, é uma das vítimas da agressão e relata que os homens começaram a bater nela, no marido, Josivaldo Araújo, de 29 anos, e no irmão dela, Marcelo, de 23 anos, após perguntarem se algum deles estaria armado. A quarta pessoa seria a namorada de Marcelo, que não foi identificada e foi agredida verbalmente.

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“Saímos mais cedo do local, já para evitar a bagunça. Como não conseguimos um Uber, liguei pra minha mãe e ficamos aguardando ela chegar. Foi quando eles passaram fazendo provocações, dizendo ‘gostosa’ e outras coisas. Respondemos que ninguém ali queria confusão”, afirma Tamarly.

“Eles voltaram, perguntaram se alguém estava armado e, quando respondemos, eles já começaram a nos espancar”, completa. “Eu tinha dado plantão no dia anterior. Meu marido e meu irmão são estudantes de medicina e estávamos todos cansados e saímos pra comemorar o ano novo. Meu irmão, inclusive, estava dormindo na calçada e acordou sendo espancado”, afirma a médica.

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De acordo com a família, o espancamento foi interrompido quando uma guarnição da Polícia Militar passou pelo local.

“Um dos policiais tentou nos convencer a não prestar queixa. Queriam que fôssemos embora. Meu marido estava com o olho saindo muito sangue, meu irmão estava todo machucado, eu também”, diz Tamarly.

“QUERO JUSTIÇA”

Ainda de acordo com a médica, a família se dirigiu até a Central de Flagrantes, no bairro Farol, mas como estavam muito feridos, foram a um hospital próximo ao local. Ao retornarem à Central de Flagrantes, no entanto, os suspeitos haviam sido liberados pela polícia.

“Não queremos briga com o Estado, mas queremos que os criminosos sejam punidos. Eles bateram em uma mulher, meu irmão tem 60 quilos, é magrinho, não fez nada. Eu quero justiça. Se fizeram isso e ficarem impunes, imagine o que ainda podem fazer”, finaliza a médica.

De acordo com o advogado das vítimas, boletins de ocorrência foram registrados da Central de Flagrantes do Farol e a família compareceu, na tarde deste domingo, ao Instituto Médico Legal.

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