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Chefe da Ferrari garante que equipe estará mais forte na F1 em 2022

Com dupla nova em 2021, equipe reconquistou lugar entre três forças do campeonato após fazer sua pior temporada dos últimos 40 anos

Terceira colocada no campeonato de construtores da Fórmula 1 em 2021, a Ferrari desfrutou de um ano muito melhor que 2020, quando foi apenas sexta colocada - seu pior resultado em 40 anos. Chefe da escuderia, Mattia Binotto detalhou o que fez a diferença na reconstrução do time e garantiu que as expectativas para 2022, quando entra em vigor o novo regulamento técnico, estão lá no alto.

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- O projeto está indo de acordo com o planejado. Sabemos que não temos referências aos demais concorrentes ou rumores sobre o que está acontecendo, o teto orçamento que será ainda mais restritivo no próximo ano. Será um grande desafio. Mas a equipe está bem organizada e trabalhando com dedicação, e mais forte que no ano passado - prometeu o italiano.

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Em 2021, o time investiu em uma dupla mais jovem: manteve Charles Leclerc, titular desde 2019, e trouxe para o lugar de Sebastian Vettel o espanhol Carlos Sainz, de 27 anos, egresso da McLaren.

Os dois protagonizaram uma disputa interna acirrada, mas foi Sainz quem saiu na frente na reta final da temporada, somando 164,5 pontos para terminar o campeonato em quinto lugar, melhor posição fora da hegemonia dos líderes Mercedes e RBR. Leclerc ficou em sétimo, atrás de Lando Norris.

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A dupla conquistou ao todo cinco pódios para a escuderia italiana na temporada que se findou. A vitória, porém, não veio; o time chegou perto com o segundo lugar de Sainz no GP de Mônaco e o de Leclerc na Inglaterra. O último triunfo da Ferrari foi no GP de Singapura de 2019, há quase dois anos.

- Se eu olhar para o carro e as unidades de potência de 2022, acredite em mim, há muita inovação. Toda a equipe de engenharia encarou o novo projeto e as regulamentações de 2022 com uma mente mais aberta do que antes - continuou Binotto.

O terceiro lugar, porém, não veio fácil. A Ferrari duelou ao longo de 2021 com a McLaren, que começou a temporada dando continuidade à evolução que iniciou no campeonato de 2020. A equipe britânica, no entanto, sofreu com a disparidade de sua dupla.

Enquanto Lando Norris fazia temporada mais consistente da carreira, o recém-chegado Daniel Ricciardo, que levou o time à primeira vitória desde 2012, demorou a se adaptar. Depois, as posições se inverteram no time; assim, a Ferrari engatou em uma sequência após o GP da Rússia que lhe garantiu a dianteira.

- O que foi feito em 2021 cria uma base sólida para o futuro. Era mais importante provarmos primeiro a nós mesmos que seríamos capazes de resolver nossos pontos fracos, melhorando nosso desempenho. Primeiro, são as pessoas, o espírito de equipe. A segunda razão foi o desenvolvimento das unidades de energia. Sabíamos que, vindo de 2020, a situação em termos de velocidade e potência seria difícil, então desenvolver nossos motores foi algo muito importante - explicou Binotto.

O segredo para a evolução da Ferrari em 2021, no entanto, não esteve só no equipamento. Binotto revelou que a mudança na postura da equipe, dentro e fora da pista, fez a diferença na temporada que se findou:

- Sabíamos que seria muito difícil porque parte do carro de 2021 ainda seria o de 2020, com o mínimo de modificações. Algo que sempre mencionei era melhorar a preparação e o gerenciamento da corrida. Estamos trabalhando muito há mais de um ano para desenvolver não só o espírito de equipe, mas o que eu chamaria de cultura. Meses atrás, fizemos um workshop sobre trabalho em equipe para descobrir o comportamento necessário para nos tornarmos melhores no futuro. Em italiano, dizemos "infinie l'essere squadra" ("Sempre como um time", na tradução). O comportamento dos pilotos está demonstrando essa criação de bases sólidas sobre o espírito de equipe. O que estamos fazendo é fundamental.

Para fundamentar sua fala, o chefe da Ferrari citou como exemplo o desempenho da escuderia no GP da França no Circuito de Paul Ricard, única prova em que não pontuou com nenhum piloto.

Lá, o time sofreu com o alto desgaste dos pneus, sobretudo os dianteiros, que estavam superaquecendo e prejudicados com a falta de aderência na pista. Leclerc teve que fazer uma segunda parada e, com isso, chegou apenas em 16º. Sainz foi o 11º colocado.

- Chegamos lá despreparados em relação aos pneus, sabendo que teríamos uma corrida difícil. Desde então, nos esforçamos muito para aprender com esse erro. Até Carlos mencionou que ficou impressionado ao ver como a equipe reagiu ao problema. Foi uma oportunidade para mostrar que nossa maneira de lidar com os erros são diferentes hoje - concluiu Binotto.

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