Vídeos mostram festa ilegal em área de proteção ambiental em Praia do Marceneiro, no litoral norte
Dezenas de pessoas se aglomeram em região protegida com espécies ameaçadas
Cenas de vandalismo e crime ambiental circulam pelas redes sociais, desde a noite dessa segunda-feira (27), onde dezenas de pessoas se aglomeram sobre uma área de proteção ambiental, nas piscinas naturais da maior área costeira-marinha protegida do Brasil.
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A festa ilegal, que levou diversos turistas para a rota ecológica na Praia do Marceneiro, no Litoral Norte do Estado, desrespeita a legislação atual de proteção do local. Ainda não há informações sobre quem seria o responsável pelo evento.
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A denúncia foi compartilhada pelo Instituto Bioma Brasil, ONG que atua na proteção de ecossistemas costeiros do pais, e pelos internautas.
No registro, é possível ver centenas de turistas, sem máscara ou distanciamento social, num montante que ultrapassa a lotação humana permitida legalmente no local. Os presentes dançam e bebem. A área abriga população de peixes-bois nativos e reintroduzidos, além de espécies de corais e peixes ameaçados de extinção


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Na legenda, o instituto aponta o descumprimento do Plano de Manejo, aprovado no dia 21 de julho deste ano, publicado na Portaria n° 308 do ICMBio, que regula a utilização do local. Segundo o texto do plano, "Ficam proibidos eventos meramente recreativos no ambiente recifal".
"Sem nenhum controle e desrespeitando o Plano de Manejo, recentemente aprovado, turistas realizam festa sobre as piscinas naturais da maior área costeira-marinha protegida do Brasil, gerida pelo @icmbio_costadoscorais. Esta mesma área abriga a população de peixes-bois nativos e reintroduzidos, além de espécies de corais e peixes ameaçados de extinção. O réveillon não chegou e se nada for feito, mais destruição à vista", alerta a organização.
Em contato com a Prefeitura de Passo de Camaragibe, apontada como responsável pela área na postagem, a assessoria informou à reportagem que, sendo a Praia de Marceneiro localizada na divisa com o município de São Miguel dos Milagres, o local registrado nos vídeos não faz parte da jurisdição do município. As festas, realizadas tradicionalmente nesse período do ano, ocorreriam apenas na faixa de areia, não sendo permitido nenhum evento do gênero na região marítima.
Após contato, a reportagem aguarda o posicionamento da Prefeitura de São Miguel dos Milagres.
