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Após pedido do MP, Justiça arquiva denúncia de jovem filmada em provador

Funcionário da loja confessou em depoimento ter feito as imagens. Pelo menos oito mulheres foram filmadas por ele

Após um pedido do Ministério Público, a Justiça decidiu pelo arquivamento do caso da jovem que denunciou um funcionário de uma loja de Sorocaba (SP) ao ser filmada no provador, em setembro de 2020. A informação foi divulgada pela Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Sorocaba (SP).

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O caso ganhou repercussão na internet após Isabella ter divulgado nas redes sociais um vídeo no qual conta o que aconteceu na última segunda-feira, feriado de 7 de Setembro. O vídeo teve mais de 80 mil visualizações.

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Na época, a denúncia foi considerada crime contra a dignidade sexual, que consiste em produzir, fotografar e filmar imagens íntimas sem autorização e pode resultar em até um ano de prisão. Por se tratar de uma ação penal incondicionada, o caso foi enviado ao Ministério Público.

No dia em que ocorreu o crime, a jovem acionou a Polícia Militar para atendimento da denúncia, mas o caso não foi classificado como flagrante e o celular do suspeito não foi apreendido. A vítima foi até a DDM e registrou um boletim de ocorrência.

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O funcionário confessou em depoimento que filmou pelo menos oito mulheres no provador da loja, durante o período de um ano. De acordo com a DDM, o celular do suspeito foi periciado, mas não foi possível recuperar o histórico de imagens.

Isabelle usava o provador de uma loja Pernambucanas, em um shopping na zona norte de Sorocaba, quando notou que era filmada por um funcionário que posicionou um celular embaixo da porta.

Ela, então, saiu do provador e chamou o gerente da loja. Isabelle e seu pai, que a acompanhava no passeio pelo shopping, acionaram a PM, que foi ao local e orientou a jovem a fazer um boletim de ocorrência.

O responsável pela loja pegou o celular do funcionário e mostrou a galeria vazia. Porém, na área da lixeira que fica registrada na nuvem, a vítima diz ter visto pelo menos 30 vídeos de várias mulheres, gravados em diferentes ocasiões.

O que dizem a polícia e a loja

A Polícia Militar informou que orientou a vítima a registrar o caso na Delegacia da Mulher. "O boletim de ocorrência produzido pela Polícia Militar é encaminhado à delegacia responsável para providências ulteriores", diz a corporação.

A PM não respondeu sobre o motivo pelo qual os policiais que participaram da ocorrência não apreenderam o celular do funcionário.

Já a loja Pernambucanas afirmou que lamenta o ocorrido e que repudia com veemência todo e qualquer ato de desrespeito e de ofensa à privacidade. "A pessoa citada já não faz mais parte do quadro de colaboradores da empresa", informou.

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