Invasão ao Congresso nos EUA deve colocar o Brasil em 'alerta', diz Fachin
Ministro do STF e do TSE lembrou que o Brasil terá disputa presidencial em 2022
O ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou nesta quinta-feira (7), em nota divulgada à imprensa, que a invasão do Congresso dos Estados Unidos deve colocar em "alerta" a democracia brasileira.
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O prédio do Capitólio, sede de Congresso norte-americano, foi invadido na quarta-feira (6) por apoiadores do presidente Donald Trump. No momento, era realizada sessão para a contagem oficial dos votos do Colégio Eleitoral das eleições presidenciais de novembro, que deram vitória ao candidato democrata Joe Biden, rival de Trump.
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"A violência cometida nesse início de 2021 contra o Congresso norte-americano deve colocar em alerta a democracia brasileira", escreveu Fachin.
O ministro, vice-presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), lembrou que o Brasil terá eleições presidenciais em 2022 e ressaltou que o resultado das urnas deverá ser respeitado.


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"Em outubro de 2022 o Brasil irá às urnas nas eleições presidenciais. Eleições periódicas de acordo com as regras estabelecidas na Constituição e uma Justiça Eleitoral combatendo a desinformação são imprescindíveis para a democracia e para o respeito dos direitos das gerações futuras", disse o ministro do STF.
Para Fachin, "quem desestabiliza a renovação de poder" ou "falsamente confronta a integridade das eleições deve ser responsabilizado em um processo público e transparente". "A democracia não tem lugar para os que dela abusam", disse o ministro.
Segundo Fachin, "na truculência da invasão do Capitólio, a sociedade e o próprio Estado parecem se desalojar de uma região civilizatória para habitar um proposital terreno da barbárie".
O ministro também disse que, na estratégia para "minar" a Constituição, "intencionalmente desorienta-se pelo propósito da ruína como meta, do caos como método e do poder em si mesmo como único fim".
"O objetivo é produzir destroços econômicos, jurídicos e políticos por meio de arrasamento das bases da vida moral e material", afirmou.
