Câmara de Maceió prepara concurso público após 40 anos sem renovação do quadro
Presidente da Casa diz que Legislativo corre o risco de ser formado só por comissionados
O desafio de administrar a Câmara Municipal de Maceió vem sendo encarado pelo vereador Galba Netto (MDB), eleito presidente para o biênio 2021-2022, como a possibilidade de preparar a Casa para a próxima década. Sem sede própria e com um corpo funcional beirando a aposentadoria, a meta é criar condições para viabilizar soluções definitivas para essas duas questões.
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"Precisamos, sim, fazer algo, porque, desde a década de 1980, a Casa não tem concurso público para a presença de servidores efetivos, que, na prática, são os que têm contato direto com as principais decisões do poder, acompanham sua construção e fazem a própria memória legislativa. Se nada for feito, nos próximos dois anos, toda a produção essencial da Casa será gerida por servidores comissionados", explicou Galba Netto.
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Parte do acordo que o colocou como líder do G-14 - grupo dos 14 vereadores que deram sustentação à chapa que o elegeu presidente - passa por priorizar o gasto equilibrado do duodécimo do poder, a fim de que possam existir condições, junto com o Poder Executivo, de viabilizar uma gestão enxuta, mas capaz de atender as demandas do prefeito João Henrique Caldas (PSB).
A meta é garantir equilíbrio entre a condução da Casa para viabilizar o mandato de JHC, sem perder a identidade do Legislativo. Isto porque há um grupo de oposição forte, com vereadores experientes liderados pelo ex-presidente Kelmann Vieira (Podemos) e alguns novatos.


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Neste momento, principalmente, pelo fato de o prefeito estar substituindo uma estrutura de oito anos, dos quais seis deles foram co-administrados com Vieira, o novo presidente sabe que não pode deixar espaços para contestação.
Outro desafio articulado com os demais vereadores da Mesa Diretora e os que apoiaram a chapa é colocar o poder em maior contato com o cidadão, numa frequência que garanta eficácia na solução dos problemas. Seja pelas redes sociais ou pela criação de um novo canal de interlocução, a proposta passa por mediar os interesses das ruas, em relação ao que o Legislativo pode construir junto com o Executivo.
Para isso, contar com servidores dispostos a encarar os novos desafios, com a Casa oxigenada, é um dos focos de sua gestão. A realização do certame pode contribuir para a renovação de quadros que garantam ao poder maior interatividade e produtividade com base no novo momento que a sociedade atravessa.
"Isso se dará com maior agilidade e facilidade com uma Câmara oxigenada, renovada com pessoas formadas na chamada era digital, para dar as respostas que tanto o poder quanto a sociedade precisam", completou Galba.
Indo para o seu terceiro mandato, Netto quer criar condições para que a imagem da Casa seja associada à eficácia e dinâmica, na mesma velocidade em que surgem as demandas. Como reconhece o próprio vereador, a tarefa não é fácil, mas, com o apoio do seu grupo, acredita ter condições de criar essas possibilidades.
