PM ameaça moradores após morte de homem no Rio: "Se sair, vão se machucar!"
Post foi apagado, e corporação diz que chamou responsável para depor
Perícias
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O Caveirão ? veículo blindado da PM ? que estava no local onde Marcelo foi morto chegou nesta terça-feira (5) para uma perícia. Dois fuzis do 18º BPM (Jacarepaguá) também foram apreendidos.
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Peritos da Cidade da Polícia inspecionavam o Caveirão à procura de marcas de tiros ou indícios de disparos.
Já as armas, de calibre 7,62, serão confrontadas com a munição do cartucho encontrado no local. Uma irmã de Marcelo alegou ter encontrado um cartucho do mesmo calibre próximo do corpo dele.


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Em depoimento, um dos policiais confessou que atirou de dentro do blindado porque queria dar cobertura para que outro policial, do lado de fora, conseguisse se abrigar dentro do veículo
"Matam e ficam rindo", diz mãe
Angélica, mãe da vítima, conta que Marcelo matriculou o filho de 5 anos há dois dias numa escolinha de futebol e que foi levá-lo para o primeiro dia de aula. Na volta, foi assassinado.
"Meu filho tava indo trabalhar. Eles atiraram à queima-roupa, uma ruindade tremenda. Não pararam pra perguntar se era bandido. Um único tiro. Não perguntaram pra perguntar se era bandido, não investigaram", relata.
Segundo ela, os policiais não chegaram sequer a abordá-lo.
"E matam e ficam rindo. Porque tinham policiais aqui (no local do crime) rindo. Eu só quero uma coisa: que dessa vez a justiça seja feita. Isso não pode continuar assim, eles assassinando vidas."
Carla, a viúva, fez coro.
"Foram os policiais que tiraram a vida do meu marido. Isso eu sei porque não teve confronto na Cidade de Deus. Infelizmente eu cheguei lá e meu marido estava no chão", contou Carla, emocionada.
