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Índia aprova uso emergencial da vacina de Oxford e de imunizante feito no país

2º país com mais casos do mundo também avalia liberação das vacinas da Pfizer e da russa Sputnik V

A Índia autorizou neste domingo (3) o uso emergencial de duas vacinas contra a Covid-19: a desenvolvida pela AstraZeneca e pela Universidade de Oxford e a Covaxin, produzida pela indiana Bharat Biotech, em colaboração com agências governamentais.

A aprovação representa um grande passo no controle da pandemia no segundo país do mundo com mais casos de infecções pelo coronavírus, atrás apenas dos Estados Unidos.

De acordo com a Reuters, mais de 50 milhões de doses do imunizante da Oxford já foram armazenadas pelo fabricante local, o Serum Institute of India (SII). Além da Índia, o Reino Unido e a Argentina já autorizaram o uso emergencial dessa vacina.

Para liberar a Covaxin, por sua vez, o órgão regulador realizou duas das três fases de testes. A terceira, que testa a sua eficácia, teve início em novembro. Os primeiros estudos clínicos mostraram que a vacina não geram efeitos colaterais graves e produz anticorpos para a Covid-19.

O governo também avalia os pedidos de autorização de uso emergencial para as vacinas da Pfizer e pelo imunizante russo Sputnik V.

Nas redes sociais, o primeiro-ministro Narendra Modi comemorou neste domingo a aprovação do imunizante nacional Covaxin: "É um ponto de virada decisivo!"


2º país com mais casos


A Índia é o segundo país do mundo com mais casos de infecções pelo coronavírus, atrás apenas dos Estados Unidos.

De acordo com balanço feito pela agência France Presse nesta sexta, com base em fontes oficiais, o país acumula 148.994 mortes e 10.286.709 casos de contágio. A meta do governo é vacinar até 300 milhões de pessoas até meados de 2021.

Segundo a Reuters, mais de 50 milhões de doses da vacina de Oxford e da AstraZeneca já foram armazenadas pelo fabricante local, o Serum Institute of India (SII).

Reino Unido e Argentina foram os primeiros países a autorizarem o uso do mesmo imunizante.

A vacina de Oxford também está sendo testada no Brasil, junto com a da Pfizer, com a CoronaVac, desenvolvida pelo Instituto Butantan em parceria com o laboratório chinês Sinovac, e com a da Janssen.

O imunizante também a aposta do governo federal, que fechou contrato de compra e de transferência de tecnologia do imunizante, para produção no país pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).


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