Consumo das famílias recua pelo décimo mês seguido em Maceió, aponta Fecomércio
Índice recuou um ponto percentual em novembro, na comparação com outubro; economista diz que consumidores estão reduzindo consumo para quitar dívidas
O consumo das famílias maceioenses recuou pela décima vez seguida este ano. Em novembro, o Índice de Consumo das Famílias (ICF) caiu um ponto percentual na comparação com outubro. Os dados constam em pesquisa realizada pelo Instituto Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Alagoas (Fecomércio AL), divulgada nesta terça-feira (22).
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Em outubro, a análise era de que havia viés de alta no indicador para novembro. De acordo com o assessor econômico da Fecomércio-AL, Felippe Rocha, como os dados de endividamento e inadimplência na capital também apresentam queda há alguns meses, isso pode significar que os consumidores da capital estão reduzindo seu consumo e tentando quitar suas dívidas antes de retomarem as compras para o mês de dezembro.
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Em nível de vendas, de janeiro a outubro, Alagoas teve queda acumulada de 4,1%, quando comparado ao mesmo período do ano passado, conforme dados da pesquisa mensal do Comércio do IBGE. Mas o estado vem apresentando recuperação, tendo o volume de vendas crescido 1,4% entre outubro e setembro; um aumento de 7% comparado ao mesmo período de 2019.
De acordo com a pesquisa, os cidadãos da capital não confiam que ocorra melhora em sua perspectiva profissional no horizonte até o final do ano, o que fez com que este subindicador recuasse 2,4%, em novembro; queda menor do que a registrada em outubro (5,4%). "Como ainda vivenciamos os efeitos da pandemia, a confiança em manter o emprego é alta, mas como os empresários tiveram muitos prejuízos, dificilmente os colaboradores vão receber melhoria em seus rendimentos", estima Rocha.


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A percepção de que a renda atual é superior ao mesmo período do ano passado permanece em alta, crescendo 1,6% em relação ao mesmo mês de 2019, mesmo que a inflação de novembro tenha sido a mais alta para os últimos cinco anos (0,89%) e que a inflação da cesta básica tenha ultrapassado os 20% este ano.
A situação é explicada pela ilusão monetária em decorrência do recebimento do auxílio emergencial e do saque emergencial do FGTS, além dos empréstimos que as micro e pequenas empresas obtiveram ao longo do ano; fatores que ajudam na circulação mais rápida de moeda e trazem uma falsa percepção de riqueza, que é temporária.
Embora novembro tenha sido marcado pela Black Friday, as compras a prazo cresceram apenas 0,8% e o nível de consumo atual, comparado ao mesmo período do ano passado, cresceu apenas 0,3%, enquanto as perspectivas de consumo caíram 8%. E como os consumidores compreendem que dezembro será o último mês de auxílio emergencial, não vendo possibilidade de renda adicional no futuro, a aquisição de duráveis caiu 3,5%.
