Um manifestante é baleado e quatro são esfaqueados durante protestos nos EUA
Simpatizantes de Trump fizeram atos pelo país para protestar contra o resultado da eleição e entraram em confronto com grupos contrários ao presidente
Apoiadores do presidente Donald Trump foram às ruas dos Estados Unidos neste sábado (12) para protestar contra a eleição presidencial de 3 de novembro. Mesmo sem haver indícios, eles alegam que o pleito foi fraudado e contestam a vitória de Joe Biden. Atos em algumas cidades terminaram em confronto com grupos contrários a Trump. Na capital do país, Washington, quatro manifestantes foram esfaqueados. Segundo o jornal "The New York Times", uma pessoa foi baleada em Olympia, capital do estado de Washington.
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Em um vídeo publicado nas redes sociais, um tiro pode ser ouvido no momento em que manifestantes contrários a Trump avançam em direção aos apoiadores do presidente em Olympia. Após o disparo, um integrante do grupo contrário a Trump cai no chão e outras pessoas pedem ajuda. Em outra gravação, um homem portando uma arma foge do local do confronto.
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O porta-voz da Polícia do Estado de Washington, Chris Loftis, afirmou ao "The New York Times" que duas pessoas estavam sob custódia suspeitas de participação no caso, mas não deu detalhes. O estado de saúde da vítima baleada não foi divulgado.
Na capital federal, cerca de 200 membros da milícia nacionalista de extrema-direita Proud Boys se juntaram ao protesto a favor de Trump. Muitos reproduziam com as mãos gestos de supremacistas brancos e usavam uniformes de combate, camisetas pretas e amarelas, coletes à prova de balas e capacetes.


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A organização entrou em confronto com integrantes do movimento antifascista. A polícia agiu rapidamente para separá-los e atirou spray de pimenta contra ambos os grupos. Ao menos 23 pessoas foram presas na cidade de Washington.
Derrota nas urnas e na Justiça
Nesta sexta-feira (11), a Suprema Corte dos Estados Unidos negou o pedido do procurador-geral do Texas para anular o resultado das eleições presidenciais em estados-chave que deram vitória a Biden. Foi mais um revés da tentativa de Trump de reverter a derrota nas urnas.
Na ação, o Texas alegava que as regras de voto por correspondência na Geórgia, em Michigan, na Pensilvânia e em Wisconsin não eram justas. Biden venceu nesses quatro estados em novembro ? em todos eles, Trump havia saído vencedor em 2016.
Na decisão, a Suprema Corte ? de maioria conservadora ? decidiu que não vai sequer avaliar o mérito: a ordem publicada diz que o Texas não tem base legal para solicitar uma mudança de resultado eleitoral em outros estados.
"O Texas não demonstrou um interesse juridicamente previsto sobre a maneira com a qual outro estado conduz suas eleições", diz a decisão da Suprema Corte.
