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Ufal diz que retorno das aulas será discutido por órgãos colegiados

Conselho Universitário (Consuni) está trabalhando na elaboração da proposta do próximo período letivo

Na segunda-feira (7), o Ministério da Educação (MEC) alterou a portaria que previa a volta às aulas em 4 de janeiro, e estipulou, agora, o retorno das atividades para 1º de março. No entanto, o início do ano letivo em Alagoas ainda é incerto, pelo menos no ensino público. A Universidade Federal de Alagoas (UFAL) disse que, mais uma vez, recebeu, com surpresa, o anúncio do ministério. Segundo a instituição, o retorno presencial ou não será discutido e deliberado por órgãos colegiados.

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Por meio de nota, a reitoria da Ufal informou que "as comissões instituídas por seu Conselho Universitário (Consuni) estão trabalhando arduamente na elaboração da proposta do próximo período letivo, considerando o encerramento do atual Período Letivo Excepcional (PLE) em janeiro de 2021".

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A instituição disse que a decisão de retorno ou não vai caber aos órgãos colegiados, levando em consideração a preservação da saúde.

"Toda e qualquer decisão sobre aulas não presenciais ou presenciais na Universidade Federal de Alagoas serão discutidas e deliberadas por seus órgãos colegiados, levando sempre em consideração os melhores preceitos acadêmicos e a preservação da saúde e da vida de sua comunidade acadêmica".

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Por sua vez, o Instituto Federal de Alagoas (IFAL) informou que está aguardando a reunião do Conselho Nacional das Instituições da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica (Conif) para se posicionar.

RETORNO POSITIVO

A Associação Brasileira de Mantenedores de Ensino Superior (ABMES) disse que analisa o retorno das aulas e avaliou como positivas as mudanças feitas pelo ministro, pois trazem "mais clareza, mais flexibilidade e mais autonomia para as instituições planejarem a volta às aulas".

Para o diretor-presidente da Abmes, Celso Niskier, "as instituições agora têm um horizonte mais realista para organizar a volta às aulas presenciais, cumprindo os protocolos de biossegurança e garantindo o retorno seguro e gradual, de acordo com as normas das autoridades locais".

O presidente da Andifes, entidade que representa os reitores das universidades federais, afirmou que a prorrogação das aulas remotas permitiu que as universidades adequassem os calendários e orçamentos para a reabertura das salas de aulas.

"Todos nós somos unânimes em dizer que queremos voltar às aulas presenciais, desde que garantida a segurança", afirmou. "Mas existem questões: não posso colocar 40 alunos dentro de uma sala de aula, precisa ser 15 (cerca de 30%). Isso vai triplicar os custos com professores, limpeza", estima Edward Madureira.

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