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Polícia prende pai de menina que escreveu pedido de socorro à mãe na prova escolar, em RO

Mandado de prisão preventiva foi cumprido neste sábado (4); agressor estava no sítio da mãe dele, em Vale do Anari (RO)

A Polícia Civil prendeu na manhã deste sábado (4) o pai da menina de 13 anos que escreveu um pedido de socorro em uma prova escolar, onde dizia que sua mãe era vítima de violência doméstica.

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A prisão preventiva do agressor foi decretada pela Justiça de Rondônia na tarde de sexta-feira (3), mas o cumprimento do mandado foi na manhã deste sábado.

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Ao g1, o delegado André Kondageski, responsável pela investigação, conta que a mãe do suspeito tentou escondê-lo dos agentes.

"Encontramos ele no sítio da mãe dele. Na hora que a polícia chegou, a mãe disse que ele não estava. Mas os agentes desconfiaram de barulhos no fundo do imóvel e encontram o agressor escondido no banheiro, nos fundos do sítio.", explica Kondageski.

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O inquérito do caso será concluído em até 10 dias e então vai ser encaminhado ao Ministério Público de Rondônia (MP-RO).

Desde o início da investigação foi solicitado medida protetiva de urgência em favor da vítima, proibindo o suspeito de se aproximar também das testemunhas. O caso segue em segredo de Justiça.

A mulher resgatada segue amparada na casa de parentes. Dos filhos do casal, três são meninas, sendo uma de 16 anos, outra 14 e a de 13 anos, que escreveu o recado na prova, e também um menino de 8 anos, estão abrigados no Conselho Tutelar.

Prova em outra cidade

A filha do casal, uma menina de 13 anos, escreveu o pedido de socorro na prova da escola no fim de novembro, onde dizia que a mãe sofria violência física por parte do marido em Vale do Anari.

Após a foto com o recado viralizar nas redes sociais nesta semana, o caso foi encaminhado para a polícia de Machadinho D'Oeste.

André Kondageski, delegado responsável pela investigação, explicou que encaminhou uma equipe da Polícia Civil ao endereço que a menina escreveu na prova. Ao chegar na residência, foi preciso paciência e poder de convencimento para que a mulher fosse retirada do ambiente de violência doméstica. Depois de ser ouvida na delegacia, ela foi amparada na casa de parentes.

De acordo com o delegado, as agressões psicológicas e físicas contra a mulher começaram quando o casal ainda morava no Pará. O agressor teria começado a culpar a mulher por conta da morte do primeiro filho deles.

As crianças contaram à polícia que após uma delas ser agredida pelo pai, todas foram expulsas de casa. Sem ter para onde ir, os filhos pediram ajuda a funcionários de uma rádio no Vale do Anari. Na sequência, foram encaminhadas ao Conselho Tutelar.

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