Passageiros reclamam da falta de transporte em bairros que eram assistidos pela Veleiro
Mudança na rotina dos usuários ocorreu há 3 meses, depois que a empresa deixou de atender os bairros do Trapiche, Vergel do Lago, Joaquim Leão e Pontal da Barra
Com a saída das linhas de ônibus atendidas pela empresa Veleiro, os moradores relatam que, em muitas situações, precisam caminhar 20 minutos até um ponto de ônibus e que só têm direito a uma passagem por integração por dia. É o caso de Andersson Cleiton da Silva Cardoso, de 28 anos, que teve sua rotina modificada há 3 meses, depois que a empresa deixou de atender os bairros do Trapiche, Vergel do Lago, Joaquim Leão e Pontal da Barra, bem como conjuntos existentes dentro dessas localidades.
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"Moro no Conjunto Virgem dos Pobres. Antes, eu saia de casa por volta das 5h40 e pegava o ônibus na Guarda Municipal, no Joaquim Leão mesmo, porém, agora, preciso sair de casa por volta das 5h30, me encontro com uma turma e vou caminhando até o ponto de ônibus da Igreja Deus é Amor [Avenida Professor Loureiro, na Ponta Grossa] para embarcar no ônibus, que já vem lotado, e seguir viagem até a Jatiúca, onde trabalho", conta Andersson Cleiton.
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As linhas, que antes circulavam e atendiam aos moradores dos bairros da parte baixa da capital, sendo o Circular 1, Circular 2, Pontal/ Ufal, Trapiche/ Ufal, Pontal/ Iguatemi, Vergel/Jatiúca, Usineiros/ Trapiche, Joaquim Leão/Ponta Verde, Joaquim Leão/ Feitosa, Santo Eduardo/Avenida e Cruz das Almas/Trapiche, não existem mais e foram substituídas de forma paliativa pela Superintendência Municipal de Transporte e Trânsito (SMTT), que reforçou o atendimento com ônibus que fazem os itinerários de outras empresas e circulam de forma emergencial com uma identificação no para-brisa dos veículos indicando que seguem para os bairros.
"Na volta, eu preciso sair da metade da Avenida Jatiúca e ir caminhando até o shopping para poder pegar um ônibus para descer ou na Escola Rui Palmeira ou no Trapichão, e assim seguir caminhando até a minha casa. Em média, eu caminho 40 minutos por dia para poder me deslocar, o que não acontecia antes, porque éramos atendidos pela Veleiro", ressaltou o passageiro.


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Andersson detalha que já tentou contato com a SMTT, mas que não conseguiu. "Acionei eles pelo telefone e pelo whatsapp, mas não tive retorno. Eu e os meus colegas de bairros queremos solução, não podemos viver assim dessa forma e o pior é que sem acesso a nenhuma informação. Não merecemos descaso, merecemos transporte".
Em contato com a SMTT, a Gazetaweb foi informada que está acontecendo, nesta quarta-feira (24), uma reunião do Conselho Municipal de Transportes e que um dos assuntos tratados durante a reunião é justamente essa demanda da população.
