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Deputado quer convocar secretário de Gestão para explicar falhas na segurança de concursos

Davi Maia deseja saber se os suspeitos das fraudes nos certames já foram identificados e se governo vai manter protocolos de segurança

O deputado estadual Davi Maia (DEM) informou que pretende convidar o secretário de Planejamento, Gestão e Patrimônio, Fabrício Marques, para pedir explicações sobre possíveis falhas nas estratégias de segurança adotadas pelo Governo de Alagoas na realização dos concursos mais recentes da Secretaria de estado da Segurança Pública (SSP), que foram cancelados. São eles: Polícias Civil (PC) e Militar (PM) e Corpo de Bombeiros (CB).

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Na sessão plenária desta quarta-feira (3), o parlamentar repercutiu o assunto e disse que pretende fazer uma série de questionamentos ao gestor da Seplag, pasta responsável por contratar a banca examinadora do certame (Cebraspe).

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Ele afirmou que quer esclarecimentos sobre a identificação dos possíveis responsáveis pelas falhas na segurança do concurso e entender como a organização criminosa conseguiu ter acesso antecipado aos cadernos dos exames para que fossem resolvidos a tempo de passar aos candidatos que participavam do esquema.

Outra dúvida de Maia seria compreender como os fraudadores conseguiram ingressar nos locais de prova com os pontos eletrônicos nos ouvidos e ter acesso aos celulares ao longo da aplicação. De acordo com o delegado Gustavo Xavier, da Divisão Estadual de Investigação e Capturas (DEIC), os suspeitos receberam as respostas do gabarito por estes aparelhos ou por mensagens de texto nos smartphones.

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“Também queremos saber quais os protocolos de segurança foram violados. O governo do Estado vai manter a mesma banca examinadora? Se sim, quais as providências serão tomadas, agora, para evitar novas fraudes e garantir a lisura no processo?”, indagou o deputado.

Em pronunciamento, ele se solidarizou com os candidatos que se dedicaram a estudar para as provas, mas reafirmou que a anulação do concurso foi a mais coerente, já que nem a Polícia Civil tinha como identificar a totalidade dos fraudadores. “A demora em anular o concurso só fez aumentar a angústia dos candidatos, que, estando preparados, tenho a certeza de que se sairão bem na próxima vez”, pensa o parlamentar.

Ele colocou em xeque os protocolos de segurança adotados pelo governo e pelo Cebraspe na realização dos concursos da PM, Polícia Civil e do Corpo de Bombeiros. E citou que a banca organizou o certame da Polícia Rodoviária Federal (PRF) e da Polícia Federal (PF) sem que qualquer indício de irregularidade fosse noticiado.

“Qual a diferença do protocolo de segurança adotado nestes concursos em nível federal e nos de Alagoas? O governo do Estado precisa dar uma resposta imediata”, avalia o deputado.

Nesta quarta-feira, um grupo de aprovados no concurso do Corpo de Bombeiros foi até o Ministério Público, pedir intervenção do órgão para que a anulação fosse revogada pelo governo do Estado. Os candidatos, inclusive, assinaram um termo em que se comprometem e aceitam que autoridades quebrem o sigilo das suas contas bancárias e telefônicas.

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