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Parentes de gestantes denunciam maternidade após mulher retirar útero infeccionado

Familiares registraram Boletim de Ocorrência contra a unidade de saúde; outros dois casos estão sendo investigados

Mais uma denúncia envolvendo a Maternidade Nossa Senhora de Fátima veio à tona nessa quarta-feira (27). Desta vez, uma mulher que deu entrada na unidade, no dia 3 de outubro, grávida de nove meses, e o bebê dela estão internados na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

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A família da gestante registrou um Boletim de Ocorrência (B.O.) e acusa o hospital de negligência. Vale lembrar que, nos últimos dias, uma gestante morreu após passar 12h aguardando uma cesariana. Há um ano, outro caso que chamou atenção foi de um bebê que nasceu morto e desapareceu da unidade. Até hoje, o corpo da criança não foi encontrado.

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Familiares de Fernanda contam que ela passou por uma cesariana e que o bebê foi direto para a UTI. A mãe, por sua vez, teve alta médicas dois dias depois do parto, mas retornou ao local após cinco dias, reclamando de muitas dores.

"Ela ainda estava meio tonta, enjoada e indo para casa; foi só complicação. Os médicos disseram que a cesariana foi um desastre", disse Vera Lúcia Calheiros, mãe da paciente.

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O primo dela, Felipe Calheiros, cobra uma explicação por parte da maternidade. Ele disse que Fernanda teve que fazer uma cirurgia para retirar o útero após uma infecção.

"A gente quer que eles se expliquem, que mostrem o que aconteceu, porque não existe você ter um parto, receber alta dois dias e, com cinco dias depois, retornar e retirar o útero, porque estava infeccionado, uma pessoa saudável. Queremos explicações e que eles se responsabilizem pelo que aconteceu, para que isso não aconteça com outras pessoas".

OUTRAS IRREGULARIDADES

Este não é o primeiro caso envolvendo a maternidade este ano, nem mesmo este mês. No dia 21 de outubro, a auxiliar de cozinha Mayara Sthefanny da Costa Nascimento, de 25 anos, morreu logo após o parto. O bebê nasceu, mas está internado na UTI Neonatal do Hospital Veredas, por ter ingerido mecônio (as fezes do recém-nascido). O estado de saúde dele é considerado grave.

Mayara estava na terceira gestação, queria fazer a laqueadura e não tinha histórico de complicações. Desta vez, ela sofreu hemorragia provocada pelo rompimento do útero, teve uma parada cardiorrespiratória, precisou ser intubada e entrou em óbito por falência múltipla dos órgãos. Quando perdeu a vida, já tinha sido transferida para a Maternidade Escola Santa Mônica (MESM), especializada no trato de gestantes de alto risco.

O marido dela, o mecânico José Wellison dos Santos Marques, de 25 anos, procurou o 2º Distrito Policial (DP), na semana passada, para registrar um Boletim de Ocorrência. Ele pede à polícia que investigue as circunstâncias do caso, já que a mulher tinha indicativo de cesariana, mas acabou sendo submetida a um parto natural.

Há um ano, um bebê que nasceu morto depois de complicações na gravidez desapareceu na Maternidade Nossa Senhora de Fátima. Passados 365 dias, a família ainda não tem respostas sobre o caso.

O pai da criança, Issael Carlos, disse à TV Gazeta que o hospital não deu explicações sobre o sumiço da criança. 'Simplesmente sumiu, não entrou em contato e a gente fica se perguntando, pois, 365 dias depois, a gente não tem informações sobre o corpo do meu filho. Não basta a dor, tem o transtorno psicológico, teve a questão emocional da minha esposa, que ficou sem dormir pelos primeiros três meses, e o hospital não dá nenhum posicionamento; agora é esperar pela Justiça", disse.

Procurada pela reportagem da TV Gazeta, a maternidade não quis se posicionar. Já a Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) informou que determinou a abertura de sindicância administrativa, para apurar as denúncias contra a maternidade.

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