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Coreia do Norte confirma teste de novo tipo de míssil lançado por submarino

Estratégia em lançar mísseis em submarinos serviria para as pretensões norte-coreanas de posicionar ogivas muito além da penínsul

A Coreia do Norte confirmou o teste de um novo tipo de míssil balístico lançado por submarino, reportou a imprensa estatal na noite de terça-feira (19) — horário de Brasília, noite de quarta em Pyongyang.

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O míssil é dotado de "muitas tecnologias avançadas de controle e orientação", segundo a agência oficial de notícias coreana KCNA, e foi lançado da mesma embarcação usada pelo país em seu primeiro teste com um míssil balístico estratégico mar-terra (SLBM) há cinco anos. A agência não mencionou o ditador Kim Jong-un, um sinal de que ele não estava presente no teste.

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Imagens publicadas pelo jornal do regime, o "Rodong Sinmun", mostravam o míssil nas cores branca e preta emergindo da água com um submarino na superfície.

A capacidade para lançar um míssil a partir de um submarino levaria o arsenal de Pyongyang para um novo nível, permitindo aos norte-coreanos posicionar ogivas muito além da península coreana. Contudo, o uso do mesmo submarino "8.24 Yongung", que foi utilizado há cinco anos, indica que o país avançou pouco em suas capacidades de lançamento.

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Segundo uma análise de 2018 da ONG Iniciativa de Ameaça Nuclear, a embarcação experimental "parece capaz de disparar apenas um míssil balístico" e deve emergir a cada determinado número de dias, limitando sua utilidade operacional.

O Pentágono e especialistas afirmam que o último teste de míssil lançado de um submarino, em 2019, poderia ter sido disparado de uma plataforma submersa.

Corrida armamentista

O teste desta quarta-feira, feito nas imediações de Sinpo, sede de um grande estaleiro, ocorre no momento em que as duas Coreias embarcam em uma possível corrida armamentista, enquanto o diálogo entre Washington e Pyongyang continua paralisado.

Washington, Seul e Tóquio condenaram o lançamento do míssil, que percorreu cerca de 590 km a uma altitude máxima de 60 km, informou uma fonte sul-coreana à AFP.

A Casa Branca enfatizou que a ação representa uma ameaça que ressalta a necessidade urgente de um diálogo com Pyongyang. A porta-voz americana, Jen Psaki, afirmou que a oferta feita por Washington de se reunir "em qualquer lugar, a qualquer momento e sem condições" com Pyongyang continua válida.

Após o anúncio do novo teste, o Conselho de Segurança da ONU decidiu realizar uma reunião de emergência a portas fechadas sobre a Coreia do Norte nesta quarta-feira, informaram diplomatas à AFP. A sessão, que será realizada à tarde, foi solicitada pelo Reino Unido e Estados Unidos. Posteriormente, a França se somou à solicitação, assegurou um diplomata.

Resoluções do Conselho de Segurança proíbem a Coreia do Norte de desenvolver armas nucleares e balísticas. Pyongyang alega que precisa de seu arsenal para se defender de uma possível invasão americana.

Mais cedo nesta terça-feira, o embaixador da China na ONU, Zhang Jun, cujo país tem se mostrado frequentemente um apoiador de Pyongyang, se negou a responder aos jornalistas que lhe perguntaram sobre o exercício norte-coreano.

O embaixador adjunto da Rússia na ONU, Dmitry Polyanskiy, havia alertado contra precipitações. "Precisamos encontrar mais informação" sobre este disparo porque as interpretações dos eventos na Coreia do Norte "sempre foram contraditórias", afirmou. O disparo "pode vir de qualquer parte. Só temos informação da imprensa e eu não confio muito neles, precisamos de uma avaliação especializada", acrescentou o diplomata russo.

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