Medo da Covid-19 beneficiou o sexo entre casais, indica estudo
Pesquisa internacional concluiu que o alto medo de contrair o vírus fez com que alguns casais intensificassem as relações sexuais
Que a pandemia de coronavírus mudou hábitos do estilo de vida, todos já sabem. Inclusive, pesquisas em torno da libido e do comportamento sexual vem surgindo desde o início do isolamento social. Alguns estudos indicam que o período de crise afetou a libido e fez com que a vida sexual de muita gente tenha piorado. Porém, um novo estudo, afirma que o medo da doença fez com que a vida sexual de algumas pessoas melhorassem.
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A pesquisa publicada no The Journal of Sex, analisou 303 casais e descobriu que as mudanças no estilo de vida causadas pela pandemia estavam associadas ao desejo sexual positivo. Ou seja, aqueles adultos que têm muito medo de contrair o vírus, ao serem expostos a uma situação de alto nível de estresse, tiveram uma melhoria na qualidade de vida. Vale ressaltar que a pesquisa analisou apenas participantes com alto medo da infecção por Covid-19.
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O estresse e o sexo
Realizada por psicólogos da Universidade de Lisboa e do Instituto Kinsey, em Indiana, a pesquisa descobriu que para esses participantes, o desejo estava associado a mudanças positivas na vida sexual e o aumento da vontade de passar tempo com o parceiro.


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Para os pesquisadores, essas descobertas estão de acordo com a ideia de que situações que provocam estresse às vezes podem fazer as pessoas enfrentarem sua própria mortalidade e aumentar o desejo sexual
A ansiedade e a vida sexual
Além disso, a pesquisa contribui para literaturas existentes que reforçam a importância dos relacionamentos românticos em situações que provocam estresse, esclarecendo a associação entre o desejo sexual e o bem-estar pessoal.
Criatividade na privação
As descobertas chocam com pesquisas anteriores que indicaram que a pandemia desencadeou um declínio geral no desejo sexual entre os casais. Inclusive, os resultados mostram que pessoas sexualmente ativas tornaram-se mais aventureiras sexualmente, e expandiram o repertório sexual incorporando novas atividades. Entre elas, sexting, novas posições e novas fantasias.
Por fim, concluíram que enquanto algumas pessoas sofrem estresse e bloqueio sexual em momentos de crise, outras descobriram que a intensidade e o medo em torno da pandemia aumentou o desejo e melhorou a vida sexual.
