Grupo imobiliário chinês Fantasia corre risco de falência
Calote acontece enquanto o mercado aguarda notícias da gigante Evergrande, que suspendeu operações na Bolsa de Hong Kong e prometeu o anúncio de uma 'grande transação'
Em um momento de grande preocupação com uma possível falência da gigante imobiliária chinesa Evergrande, outra incorporadora com problemas financeiros admitiu nesta terça-feira (5) que não conseguiu cumprir o pagamento de uma obrigação de dívida.
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A empresa Fantasia Holdings não cumpriu o pagamento de US$ 205,7 milhões previsto para segunda-feira, informa um comunicado desta empresa com sede em Shenzhen (sudeste da China).
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Além disso, a empresa de gestão imobiliária Country Garden Services Holdings indicou que uma subsidiária da Fantasia não pagou um crédito de 700 milhões de yuans (US$ 108 milhões) e apontou para uma possível falência da incorporadora.
Tudo isso acontece enquanto o mercado aguarda notícias da gigante Evergrande, que na segunda-feira suspendeu as operações na Bolsa de Hong Kong e prometeu o anúncio de uma "grande transação".


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Algumas informações destacam que a empresa imobiliária Hopson Development Holdings planeja adquirir 51% da filial de gestão de propriedades da Evergrande.
Com mais de US$ 300 bilhões de dívida, a Evergrande está há várias semanas à beira do colapso, o que poderia ter consequências para o conjunto da segunda maior economia mundial.
Fantasia é uma empresa de menos peso que a Evergrand, mas seus problemas confirmam as preocupações sobre a saúde financeira do setor imobiliário na China.
A agência de classificação Fitch rebaixou na segunda-feira a nota da dívida da Fantasia para "CCC-", uma avaliação que estabelece a falência como uma possibilidade.
A Fitch indica que a "situação de liquidez da empresa pode ser mais difícil do que o esperado anteriormente" e coloca em dúvida a transparência do grupo.
Tanto Fitch como S&P rebaixaram a nota de outra empresa imobiliária chinesa, a Sinic Holdings.
O setor imobiliário chinês passou nos últimos meses a um controle maior das autoridades, que adotaram novas regras para evitar a especulação e o endividamento excessivo das empresas.
