Pressionado por denúncias de fraude, governo de AL anuncia suspensão do concurso da PM
O governo do Estado anunciou que vai esperar a conclusão da investigação em curso na Polícia Civil para tomar alguma decisão; suspensão vale para as provas de oficial e soldado

Hebert Borges
15/09/2021 às 4:46 • Atualizada em 15/09/2021 às 6:16 - há XX semanas
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Está suspenso, temporariamente, o concurso da Polícia Militar de Alagoas (PMAL). O anúncio foi feito nesta quarta-feira (15) pelo governo do Estado e acontece após denúncias de fraudes, como venda de gabaritos. De acordo com o governo, o Estado vai esperar a conclusão das investigações, que estão em curso na Polícia Civil de Alagoas, para depois decidir.
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O governo informou que deve aguardar as próximas duas, três semanas, para que a investigação se desenrole. Segundo o Estado, está será o tempo suficiente para entender o que aconteceu de fato e comprovar ou não às denúncias.
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Na última segunda-feira (13), os candidatos que fizeram a prova ingressaram com uma ação popular, pedindo a suspensão do certame após alegarem indícios de fraude, como venda de gabarito, por exemplo. O advogado José da Silva Moura Neto pede o pagamento de R$ 3 milhões a título de danos morais.
O advogado afirma que a ação “impugna nesta demanda um ato omissivo do poder público lesivo, buscando a melhoria do quadro de segurança pública, principalmente para melhorar para evitar que criminosos façam parte dos quadros da PM-AL."


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Moura Neto diz na ação que “o prosseguimento do certame colocará a execução do serviço público de segurança em xeque, posto que o seguimento do certame colocará dentro do seio da polícia militar do Estado de Alagoas fraudadores de concurso público que, muito provavelmente, estão ligados ao crime organizado."
Na ação popular, o advogado argumenta que “o simples risco de entrar na instituição candidato ligado ao crime organizado não pode ser suportado pela população alagoana”. Por isso, a ação pede que seja determinada a rescisão do contrato entre o Estado de Alagoas e o Cebraspe, caso a fraude seja comprovada. Alternativamente, Moura Neto pede que as provas sejam reaplicadas pelo Cebraspe.
As suspeitas de fraude no concurso começaram na última sexta-feira (10), quando um homem identificado como Willamys Dias Soares foi preso, em Maceió, por desacato. Soares teria dito aos policiais, que atenderam uma ocorrência de pertubação de sossego, que estava comemorando a aprovação no concurso da PMAL. Willamys Dias Soares teria acertado 100 das 120 questões da prova do concurso. Soares responde na Justiça alagoana a processos por resistência e posse de drogas.