Em fiscalização, deputado tenta identificar local de trabalho de servidores da Vice-Governadoria
Durante a manhã desta quinta, Davi Maia percorreu algumas repartições do Poder Executivo com a intenção de saber o real local de atuação destes funcionários
Após conseguir convencer os colegas do Parlamento a convocar o superintendente de Planejamento, Orçamento, Finanças e Contabilidade da Vice-Governadoria, José Carlos Gomes, o deputado estadual Davi Maia (DEM), agora, tenta identificar onde os servidores nomeados para este órgão “fantasma” trabalham.
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Durante a manhã desta quinta-feira (2), ele percorreu algumas repartições do Poder Executivo, com a intenção de saber o real local de atuação destes funcionários, levando-se em consideração que o prédio onde o gabinete funcionava, no bairro de Mangabeiras, foi desativado no começo de 2021. Isto aconteceu por causa da saída do vice-governador, Luciano Barbosa (MDB), que assumiu a Prefeitura de Arapiraca.
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“Vim no Palácio República dos Palmares após ser informado de que estes servidores estariam lotados no Gabinete Civil, mas isso não é verdade. Conversei com os trabalhadores e todos me disseram que no palácio esse povo não fica”, afirmou Davi Maia. Ele revelou que faria uma visita à Secretaria de Estado do Planejamento, Gestão e Patrimônio (Seplag) com a mesma finalidade.
O parlamentar informa que o Governo de Alagoas nomeou um total de 26 funcionários para lotação no Gabinete da Vice-Governadoria. Ele tem sido taxativo, durante pronunciamentos na Assembleia Legislativa (ALE), na opinião contrária ao funcionamento deste órgão. Para o deputado, não há razão lógica para se manter a estrutura da repartição sem a figura do vice-governador, restando ao Estado promover a distribuição do funcionalismo a outros setores ativos.


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“Quero saber onde esse José Carlos Gomes está trabalhando e buscar esclarecimentos acerca da rotina do dia a dia. Penso que ele e os colegas servidores estão sem fazer nada e ainda ganhando dinheiro do Estado, já que a Vice-Governadoria não existe mais”, critica Davi Maia.
Nos próximos dias, o superintendente será ouvido pelos deputados. A data da convocação ainda não foi agendada pela Mesa Diretora, o que deve ser feito em breve. José Carlos deve ser inquirido sobre as atuais atividades exercidas pelo órgão, onde funciona, o quantitativo de servidores à disposição, a função exercida por cada um deles, quem comanda a gestão e a estrutura de trabalho.
Além de denunciar o funcionamento de um provável ‘gabinete fantasma’ na estrutura do Governo do Estado, o deputado formalizou o caso ao Ministério Público Estadual (MPE), de quem solicitou a abertura de processo investigativo. A denúncia apresentada pelo deputado apontou que os salários já pagos aos servidores do gabinete desativado variam de R$ 1,6 mil a R$ 6,6 mil, com média salarial de R$ 3,6 mil.
Há duas semanas, o Estado nomeou mais quatro servidores para exercerem o cargo, de provimento em comissão, de assessor técnico de interiorização do Gabinete da Vice-Governadoria. A medida foi criticada na Assembleia Legislativa.
Em nota, o Gabinete Civil esclareceu que “a Governadoria é um órgão da administração direta do Estado, constituída pelo Gabinete do Governador, Vice-Governadoria e Gabinete Civil. Como estrutura da administração direta, a Vice-Governadoria é pautada por três linhas de atuação previstas na Lei Delegada: gestão estratégica, gestão de estado e gestão finalística. Dentro da gestão finalística, portanto, a Vice-Governadoria cumpre a articulação política e social e a interiorização, pois todas as funções administrativas da estrutura continuam ativas”.
