Presidente da Fundação Palmares é acusado na Justiça de assédio moral, discriminação e perseguição ideológica
Depoimentos de 16 servidores e ex-funcionários sustentam o caso
Uma ação, protocolada na última sexta-feira (27), no Ministério Publico do Trabalho, pede o afastamento de Sérgio Camargo de presidencia da Fundação Palmares. Na denuncia, 16 depoimentos de servidores e ex-funcionários da fundação apontam assédio moral, perseguição ideológica e discriminação.
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Antes mesmo da denuncia, declarações anteriores do presidente da fundação já geraram repúdio do movimento negro e foram questionadas na Justiça e até pela Organização das Nações Unidas (ONU), pelo forte teor racista.
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Agora, os relatos revelam uma rotina de humilhação e terror psicológico dentro da instituição. Falas sobre "cassar" esquerdistas, além de ofensas a servidores, calunias sobre a reputação de funcionários, e acusação de usar de "terror psicológico" no ambiente de trabalho.
Servidores concursados relataram ainda terem desenvolvido ataques de pânico e ansiedade, antes de pedirem para sair da fundação.


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Criada em 1988 a Fundação tem a missão de preservar os valores culturais, sociais e econômicos da influencia negra na sociedade brasileira. Foram declarações como "Máquina zero obrigatória para a negrada", "Negro de esquerda é burro" e "A escravidão foi terrível, mas benéfica para os descendentes", todas ditas pelo atual presidente da fundação em suas redes sociais, que fomentam o pedido do movimento negro por sua saída, desde os primeiros dias da gestão.
