Ex-secretário adjunto nega que foi exonerado por suspeita de acúmulo de funções em hospitais de AL: 'A decisão foi minha'
Calaça informou que atua como neurocirurgião e vai focar seu trabalho, apenas, nessa área, exercendo o trabalho na Santa Casa de Misericórdia de Maceió

Redação
23/08/2021 às 22:44 • Atualizada em 24/08/2021 às 1:14 - há XX semanas
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O ex-secretário-adjunto da Secretaria de Saúde de Maceió, Aldo Calaça, informou à Gazetaweb, na manhã desta terça-feira (24), que sua exoneração foi motivada por razões pessoais e, não, por suspeita de acúmulo de funções e plantões em hospitais do governo de Alagoas, como fontes ligadas ao gabinete do prefeito JHC confidenciaram à reportagem.
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Calaça informou que atua como neurocirurgião e vai focar seu trabalho, apenas, nessa área, exercendo o trabalho na Santa Casa de Misericórdia de Maceió. Ele também vai passar a ministrar aulas na Universidade Estadual de Ciências da Saúde de Alagoas (Uncisal).
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Na ocasião, o secretário exonerado disse, ainda, que, antes de tomar a decisão, teve o apoio da secretária Municipal de Saúde, Célia Fernandes, que o incentivou em sua nova caminhada. Este também informou que escreveu o próprio pedido de exoneração.
No documento, ele agradeceu à equipe da Secretaria de Municipal de Saúde (SMS) e a Célia Fernandes. "Inicialmente, gostaria de expressar minha honradez, privilégio e gratidão de fazer parte da vossa equipe de trabalho nesta Secretaria de Municipal de Saúde. Contudo, por motivos superiores, solicito minha exoneração do cardo de Secretário Adjunto de Gestão da Saúde. Em tempo, parabenizo a secretaria pelo excelente trabalho", escreveu Calaça.


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SUSPEITAS
A gestão municipal tomou conhecimento de que Aldo Calaça - que deveria atuar com dedicação exclusiva na Secretaria de Municipal de Saúde - também estava dando plantões e recebendo salários pelo Estado da Saúde de Alagoas (Sesau/AL). Oficialmente, a prefeitura informou que Calaça foi exonerado, mas não detalhou o motivo.
Porém, fontes ligadas ao gabinete do prefeito confidenciaram que JHC não permitiu que o médico continuasse no cargo diante das denúncias que assolam e escancaram o uso político da pasta do Estado.
À Gazetaweb, o gabinete do deputado Davi Maia (DEM), que denunciou o médico Marcos Ramalho pelo acúmulo de funções, plantões em mais de um local ao mesmo tempo e o salário de R$ 72 mil no Estado, detalhou que tomou conhecimento da dupla jornada de Calaça e que a gestão de JHC acerta ao adotar a política de tolerância zero diante das suspeitas de irregularidades.
A exoneração do adjunto no Município acontece um dia após o governador Renan Filho (MDB) ignorar o rosário de denúncias contra Ramalho e a gestão do Secretário de Saúde, Alexandre Ayres, e afirmar, publicamente, que está “junto de Ramalho e que ele conta com a sua inteira confiança”.