Jó Pereira fala da expansão de cadeia produtiva gerada por indústria em AL: "pequenos produtores não podem ficar de fora”
Amafil, que teve investimentos em torno de R$ 26 milhões, deve entrar em operação em Alagoas no mês de setembro deste ano
Na manhã desta quarta-feira (18), a deputada estadual Jó Pereira participou da apresentação da expansão da cadeia produtiva da mandioca, pela indústria Amafil, instalada no Polo Industrial Governador Eduardo Campos, no município de Teotônio Vilelano interior de Alagoas. O evento aconteceu no auditório da Secretaria Municipal de Educação.
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No momento, a parlamentar disse a necessidade da junção de esforços para garantir que os agricultores familiares e pequenos produtores saiam da informalidade e não fiquem de fora do desenvolvimento econômico que o empreendimento trará para a região. A fábrica de beneficiamento de mandioca, que teve investimentos em torno de R$ 26 milhões, deve entrar em operação em setembro deste ano, gerando cerca de dois mil empregos diretos e indiretos no estado.
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Jó foi uma das articuladoras da vinda da Amafil para Alagoas. A fábrica é a maior empresa processadora de mandioca do país, com sede no Paraná. A ação aconteceu com intermediação de Alay Correia, então superintendente do Ministério da Agricultura em Alagoas; e juntamente com Joãozinho Pereira (à época prefeito de Teotônio Vilela); a ex-prefeita de Campo Alegre e ex-presidente da AMA, Pauline Pereira; e o secretário de Estado de Meio Ambiente e Recursos Hídricos, Fernando Pereira.
Durante a apresentação, o gerente administrativo da Amafil, Anderson Melo, explicou que a unidade instalada em Teotônio Vilela tem capacidade para moer 20 toneladas de mandioca por hora, cerca de 7.500 a oito mil toneladas por mês. "Essa é a nossa necessidade e precisamos da parceria dos outros municípios porque não temos toda essa produção somente aqui em Teotônio Vilela", explicou.


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Ainda de acordo com Melo, o encontro representa o início de um trabalho para fomentar a cadeia produtiva da mandioca em Alagoas, com o objetivo principal de atingir pequeno e o médio produtor. "Precisamos debater com o Poder Público a formalização e a informatização da produção, para que o pequeno produtor tenha como escoar sua matéria-prima, viabilizando a negociação com a indústria. A partir de agora ele tem a garantia da entrega dessa produção e trabalharemos com o preço mínimo garantido no contrato. Não queremos que o pequeno e o médio produtor fiquem de fora dessa cadeia produtiva, por isso é essencial os esforços de todos."
Já o prefeito Peu Pereira disse que irá reunir produtores, cooperativas, associações e pequenos agricultores para garantir o fornecimento do produto: "Todos que irão plantar mandioca terão onde vendê-la, terão a garantia de que a Amafil irá adquirir ao menos parte da produção."
Jó Pereira também destacou que a vinda da Amafil é um divisor de águas para Teotônio Vilela e para a região, mas também é um divisor de águas na mudança da rota do desenvolvimento econômico no estado, que tem enorme potencial agrícola, com a interiorização da indústria.
"Precisamos formalizar a produção agrícola em Alagoas. É importante para o município, é importante para o produtor, é importante para a indústria, que só recebe a produção agrícola com essa formalização. Que esse encontro sirva para que os municípios, o Estado e entidades como o Sebrae apoiem o produtor rural nessa formalização, para que ele consiga escoar sua lavoura de janeiro a janeiro, com um preço mínimo estabelecido pela indústria", explanou a deputada, que foi relatora no Conselho Estadual do Desenvolvimento Econômico (Conedes) da concessão de incentivos fiscais, via Prodesin, para instalação da Amafil.
O evento contou com a presença de secretários municipais, representantes de outros municípios, associações e cooperativas de agricultores familiares, Unicafes, do superintendente de Desenvolvimento Setorial e Regional da Sedetur, Alay Correia, e do superintendente de Indústria, Comércio e Serviços da Sedetur, André Gomes.
*com informações da assessoria de imprensa.
