Pocah afirma ter sido censurada, e fala de seletividade na música
Cantora diz que censura tem que ser aplicado a todos, sem seletividade entre homens e mulheres
Pocah declarou em um programa de tv, que há seletividade sobre o tratamento dado entre homens e mulheres na forma de como abordam o sexo em suas músicas. O clipe de "Muito Prazer", lançado por ela, teve o alcance limitado pelo YouTube, e acredita ter sido vítima de censura pela plataforma de vídeos.
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"Tem raba? Tem. Mas tem em vários clipes. Tá muito seletivo, eu tenho percebido, se fosse algo que fosse para todos, ok. Tá muito seletivo para as mulheres. Se tivesse um homem colocando um monte de mulheres assim... Meu clipe é arte, inclusive tem uma galeria de arte e o monumento sou eu mesma", disse.
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A cantora citou famosas da década de 90: "Essa música, é uma música que falo sobre sexo. Sobre sexo oral, prazer feminino. Isso não é de hoje, eu não inventei hoje. Madonna falava explicitamente de sexo nas músicas, Cindy Lauper, várias cantoras maravilhosas, incríveis, há muito já fazem isso”, contou.
"É liberdade de expressão. Essa música, especificamente, é uma música para adultos. Reconheço isso. Para mim, criança não tem que tá na internet. Os pais que devem dar a liberdade ou não. Meu filho usará a internet, meu filho não usará internet. O responsável pela criança ou não que deve decidir isso", continuou.


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“Ser mulher no nosso país... Eu como mulher posso falar. Quando falo isso, não tô me vitimizando, mas ser mulher, trabalhando no ramo musical, artístico, é muita pedrada. E esse lance que a gente tá dizendo, na hora de pegarem a gente, colocar a bunda, objetificar, tá lindo, maravilhoso. Mas na hora da mulher usar a voz dela, falar abertamente sobre sexualidade, prazer, aí ela não pode", disse.
"Na minha música, eu falo 'Se gostou do que eu faço com a raba, imagina o que eu faço com a boca'. Eu tô falando de sexo oral? Estou falando de sexo oral. Porém, também quero dizer que sou uma mulher cheia de experiências na vida e eu tenho muito a dizer. Não é para me limitar só a raba, ao funk, não. Eu sou muito mais, além disso", continuou.
"Eu não consigo ver diálogos dessa forma quando é um homem cantando. Mas quando é a mulher, eu tenho que vir a público. Galera, meu clipe foi censurado e tal. É diferente. Se é para um, tem que ser para todo mundo. Minha luta é essa", finalizou.
