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Cabo Bebeto ironiza fracasso do governo de AL na compra de vacinas e destaca ação federal

Nessa quinta-feira (5), o Consórcio Nordeste suspendeu a aquisição da vacina russa Sputink V, que custaria aproximadamente R$ 120 milhões ao estado

O deputado estadual Cabo Bebeto (PTC) utilizou as redes sociais nesta sexta-feira (6) para ironizar o fato de, mais uma vez, o governo Alagoas fracassar na compra de insumos para o estado. Como se não bastasse o calote com a compra milionária de respiradores, no início da pandemia da Covid-19, nessa quinta-feira (5) o Consórcio Nordeste suspendeu a aquisição da vacina russa Sputink V. A compra do imunizante custaria ao Estado aproximadamente R$ 120 milhões, referentes a 2,2 milhões de doses.

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Na postagem, o parlamentar lembrou que, até o momento, todas as vacinas aplicadas nos alagoanos vieram do governo federal, através do Ministério da Saúde.

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Nessa quinta-feira, o presidente do consórcio que reúne nove estados anunciou a suspensão da compra. No caso da vacina russa, a decisão pela suspensão da compra foi tomada, segundo o presidente do Consórcio, em razão das limitações impostas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e da não inclusão do imunizante do Programa Nacional de Imunização (PNI).

Wellington Dias (PT-PI) participou de uma reunião com o Fundo Soberano Russo e argumentou que, diante das restrições colocadas pela Anvisa e a fala do ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, afirmando que a vacina não seria colocada no PNI, não havia mais sentido, neste momento, manter a importação dos produtos.

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De acordo com Dias, o Fundo Soberano Russo informou que os imunizantes seriam destinados para o Brasil serão enviados para o México, Argentina e Bolívia, e que, assim que o Brasil decidir, as vacinas estarão disponíveis para o envio imediato.

Por meio de nota, a Secretaria de Estado da Saúde de Alagoas (Sesau) informou que a regularização no envio de doses pelo governo federal deve evitar prejuízos.

Confira a nota na íntegra:

"Considerando a melhoria na regularização de remessas de vacinas por parte do governo federal e, devido à autorização de importação das vacinas Sputnik-V por parte da Anvisa representar a quantidade de 60 mil doses para Alagoas, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) entende que a desistência de venda dos imunizantes por parte do governo russo não trará maiores prejuízos para a população alagoana".

Calote dos respiradores

O Consórcio Nordeste já protagonizou, durante a pandemia, uma situação que resultou em um calote de R$ 6 milhões para os cofres públicos de Alagoas. O dinheiro deveria ter sido investido na compra de respiradores, equipamentos que nunca chegaram ao estado. O ressarcimento total do recurso também nunca aconteceu.

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