PF cumpre mandados em AL contra grupo suspeito de crimes contra o sistema financeiro na fronteira Brasil/Bolívia
Operação Asclépio tem como meta desarticular uma associação criminosa que realizava ocultação de bens decorrentes da prática do crime de evasão de divisas

Regina Carvalho, com PF
09/07/2021 às 2:53 • Atualizada em 09/07/2021 às 3:09 - há XX semanas
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Em três estados, a Polícia Federal cumpriu mandados, nesta sexta-feira (9), como parte da Operação Asclépio, que investiga cinco pessoas - quatro delas da mesma família - que teriam movimentado quase R$ 27 milhões ilegalmente.
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Foram cumpridos seis mandados judiciais de busca e apreensão e dois de prisão preventiva nas cidades de Pontes e Lacerda (MT), Penedo (AL) e Teixeira de Freitas (BA), além do sequestro de bens dos investigados. O grupo é suspeito de sair do Brasil, a partir de Corumbá (MS), com quantias em dinheiro superiores as permitidas por lei.
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A Operação Asclépio, segundo a PF, tem como meta desarticular uma associação criminosa que realizava ocultação de bens decorrentes da prática dos crimes de Evasão de Divisas e Operação de Câmbio não autorizada. "A investigação se iniciou após os genitores da referida família serem presos em flagrante tentando adentrar em território Boliviano, pela fronteira entre as cidades de Corumbá/MS e Puerto Quijarro/Bolívia, transportando R$ 20.500", informa texto publicado na página da Polícia Federal.
De acordo com os investigadores, durante a elaboração do flagrante, o filho do casal pediu para seu amigo retirar certa quantia localizada em uma residência na cidade de Corumbá/MS, momento em que este foi surpreendido na posse de grande volume em espécie. "Foram apreendidos um total de R$ 150 mil. Dois dos alvos, que eram amigos, cursavam medicina na cidade boliviana de Puerto Quijarro, aproveitando-se do trânsito diário na fronteira Brasil/Bolívia, para praticarem crimes contra o Sistema Financeiro", detalha a PF.


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Durante as investigações foram verificadas movimentações financeiras atípicas, totalmente diversas das atividades supostamente exercidas pelos investigados. Ao todo os criminosos movimentaram R$ 26,8 milhões, entre 2017 e 2018.