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Acusado de tortura e sequestro, ex-policial é executado no RJ

Altino Dias estava entre os 11 condenados, em sentença de 2012, por torturar homem até a morte com "tapas, socos e golpes de tijolos"

Um ex-policial acusado por formação de quadrilha armada, tráfico de drogas, homicídio, tortura e sequestro foi executado na manhã desta quinta-feira (8/7) no bairro Moquetá, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense.

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De acordo com testemunhas, Altino Gláucio Ramos Dias, de 52 anos, foi baleado na rua por três homens armados que saltaram com fuzis de um Palio Weekend e fizeram uma sequência de disparos.

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O Metrópoles apurou que Dias, conhecido como “Tilt”, integrava o grupo de 11 policiais que acabou condenado em 2012 por torturar até a morte, “por meio de tapas, socos e golpes de tijolos”, Ronaldo Ribeiro da Silva, mencionado pelos agentes da operação como suspeito de participação em tráfico de drogas.

Na mesma ocasião, Antonio Francisco da Costa também foi torturado, mas sobreviveu.

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De acordo com a sentença, em setembro de 1998, Dias e seus colegas invadiram uma casa onde os dois estavam no bairro Engenho de Dentro, na zona norte da cidade, e deram início a uma série de torturas.

O objetivo seria a “obtenção da confissão relacionada ao envolvimento de uma delas [vítimas] com o tráfico de drogas”.

Em seguida, Antonio e Ronaldo foram colocados na viatura e levados para o Morro do Jacarezinho, na mesma região. Lá, foram novamente espancados. Ronaldo morreu após a sessão de tortura, como mostrou o Auto de Exame de Corpo de Delito (AECD). Nenhum dos dois homens tinha antecedentes criminais.

Altino e outros nove agentes foram condenados a 13 anos e nove meses de prisão. Outro policial, que liderava a operação, foi condenado a 16 anos e três meses de detenção. Em 2016, as penas foram reduzidas para 12 anos e seis meses e 13 anos e nove meses, respectivamente. Todos responderam ao processo em liberdade.

Tráfico de drogas e formação de quadrilha

Dias também foi um dos 83 acusados, entre policiais e traficantes, pelo Grupo de Atuação Especializada e Combate ao Crime Organizado (GAECO) do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ), em novembro de 2012, por formação de quadrilha armada, tráfico de drogas, associação para o tráfico, corrupção ativa, corrupção passiva e extorsão mediante sequestro.

Procurada pelo Metrópoles, a Polícia Militar informou que ele foi excluído da Corporação em 2016, sem detalhar o motivo da saída.

A Polícia Civil ainda não retornou o contato.

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