Operação da PF mira grupo suspeito de desviar R$ 1,5 bilhão em negociações de criptomoeda, em Curitiba
Agentes cumprem 22 mandados de busca e apreensão e cinco de prisão, na manhã desta segunda-feira (5). Polícia investiga crimes de estelionato, lavagem de capitais e contra o sistema financeiro nacional.
A Polícia Federal (PF) na manhã desta segunda-feira (5) em Curitiba, desencadeou uma operação que mira um grupo suspeito de desviar mais de R$ 1,5 bilhão em negociações de criptomoeda. Os agentes cumprem mandados de prisão e de busca e apreensão.
Tudo em um só lugar.
Receba notícias da GazetaWeb no seu WhatsApp e fique por dentro de tudo!

Ao todo, 2 mandados de busca e apreensão foram expedidos pela justiça, além de um mandado de prisão preventiva e quatro de prisão temporária. A 23ª Vara Federal de Curitiba também decretou sequestro de imóveis e bloqueio de valores.
Leia também
As investigações começaram em 2019, após o grupo registrar um boletim de ocorrência afirmando que havia sido vítima de um ataque cibernético. À época, os valores de todos os credores foram bloqueados pela empresa, que controla três corretoras.
Com o passar das investigações, a Polícia Civil e o Ministério Público do Paraná desconfiaram que o ataque cibernético era falso e que o grupo havia cometido crimes, como estelionato. Segundo a PF, os suspeitos não estavam colaborando com a apuração policial.


ASA negocia saída de zagueiros do elenco - 3/6/26

Ufal cresce e sobe 15 posições em avaliação internacional

Polícia investiga cemitério clandestino em Coruripe

Áudios revelam ordem para PTK se infiltrar na política de Maceió
A operação investiga crimes de lavagem de capitais, estelionato, organização criminosa, além de delitos contra a economia popular e o sistema financeiro nacional.
Segundo a Polícia Federal, o valor desviado pode ser ainda maior, já que existem indícios da prática de outros crimes. O total de R$ 1,5 bilhão é referente aos valores devidos aos sete mil credores que negociaram com a empresa.
Carros de luxo foram apreendidos durante a operação.
Investigação
Após denuncia do suposto ataque cibernético, o grupo suspeito prometeu aos credores que devolveria os valores bloqueados em parcelas. Apesar disso, segundo a PF, os valores nunca foram quitados.
Em 2019, a Justiça concedeu ao grupo uma ordem de recuperação judicial, o que interrompeu as ações cíveis que a empresa respondia.
Apesar disso, em 2020, as investigações identificaram que o grupo negociava contratos de investimento coletivo sem registro junto à Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Com isso, a PF passou a apurar o caso.
As investigações levantaram a suspeita de que o líder do grupo desviava os valores dos clientes para benefício próprio. Para atrair investidores, os suspeitos ostentavam bens de luxo e faziam grandes eventos.
Conforme a PF, o líder do grupo possui uma condenação na Suíça por crimes de estelionato e falsificação de documentos.

