Profissionais de saúde não vacinados são suspensos na Itália
A informação foi confirmada por representantes da agência sanitária local após a conclusão de um processo de verificação
As autoridades sanitárias da região de Trentino-Alto Ádige, extremo-norte da Itália, suspenderam pelo menos 115 profissionais de saúde que se recusaram tomar vacina contra a Covid-19, revelaram fontes à ANSA nesta quarta-feira (30).
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A informação foi confirmada por representantes da agência sanitária local após a conclusão de um processo de verificação.
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A suspensão entrará em vigor a partir desta quinta-feira (1º).
“Aqueles que não forem vacinados serão impedidos de realizar serviços ou tarefas que envolvam contatos interpessoais ou envolvam qualquer outra forma o risco de propagação da infecção Sars-Cov-2”, diz o comunicado.


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Os funcionários já haviam sido notificados com um ato formal sobre o descumprimento da obrigação de vacinação estabelecida pelo decreto do primeiro-ministro italiano, Mario Draghi, de 1º de abril de 2021.
O decreto torna obrigatória a vacinação de médicos, enfermeiros, farmacêuticos e outros trabalhadores que mantenham contato com pacientes em unidades de saúde da iniciativa pública ou privada.
Todos que descumprirem a medida podem ser suspensos de seus postos de trabalho até dezembro, sujeitos a corte de salário.
Nos últimos dias, o subsecretário de saúde, Andrea Costa, afirmou que “é inadmissível que um cidadão que entra em um hospital para ser tratado corra o risco de ser infectado por quem deveria tratá-lo”.
A região italiana é uma das que mais acumula médicos, profissionais da saúde e cidadãos do movimento No Vax, que é contra a vacinação anti-Covid. Até o momento, 3.967 operadores sanitários não foram vacinados na província de Bolzano desde o início da campanha de imunização.
