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Empresa que denunciou propina em vacina tentou aplicar golpe no Canadá

Representante da Davati no Brasil disse que recebeu pedido de propina de um dólar por dose de ex-diretor do Ministério da Saúde

A Davati Medical Supply LLC, cujo representante no Brasil denunciou ter recebido pedido de propina de 1 dólar por dose de cada vacina anti-Covid da AstraZeneca, tentou aplicar um golpe no Canadá e revender doses do imunizante para grupos indígenas do país sem ter autorização da farmacêutica AstraZeneca. O caso ocorreu no início do ano e acendeu o alerta em autoridades locais, que decidiram investigar o caso depois que ouviram da própria AstraZeneca a informação de que a fabricante não opera com intermediários.

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A empresa, assim como o Butantan, a Janssen e a Pfizer, diz negociar e distribuir seus imunizantes exclusivamente para governos e organismos internacionais da área da saúde, como o consórcio internacional Covax. Na terça-feira 29, a Folha de S. Paulo publicou que Luiz Paulo Dominguetti Pereira, que se apresenta como representante da empresa Davati Medical no Brasil e é policial militar de Minas Gerais, acusou o diretor de Logística do Ministério da Saúde, Roberto Ferreira Dias, de ter cobrado os valores em um restaurante de Brasília no dia 25 de fevereiro. O caso, o mais rumoroso desde o início da CPI da Pandemia, levou à demissão de Ferreira Dias e à sua convocação para esclarecimentos na comissão de inquérito na próxima quarta-feira, 7.

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Na transação canadense, a Davati teria sinalizado que poderia obter seis milhões de doses da vacina da AstraZeneca, a 3,50 dólares a dose, o que daria um custo total de 21 milhões de dólares.

A presença de um intermediário, porém, levou autoridades locais a desconfiar da “legitimidade” da oferta. Desde então o site da empresa está fora do ar no país.

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