Apesar de acumular alta de quase 27% no ano, gás de cozinha registra crescimento nas vendas
Nos quatro primeiros meses deste ano, foram comercializados no Estado 53,7 mil metros cúbicos do produto, segundo a ANP
Apesar de acumular uma alta de 26,8% no ano - devido aos cinco reajustes feitos pela Petrobras em 2021 - , as vendas de Gás Liquefeito de Petróleo (GLP) - o popular gás de cozinha - aumentaram 1,1% nos primeiros quatro meses deste ano, em relação ao mesmo período do ano passado, segundo levantamento feito pela Gazetaweb, com base nos dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). De acordo com os números, foram comercializados no Estado 53,7 mil metros cúbicos do produto, contra 53,1 mil metros cúbicos vendidos nos primeiros quatro meses de 2020.
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Este ano, a Petrobras já reajustou o preço do GLP cinco vezes nas refinarias. A última ocorreu na segunda-feira (14), quando a petroquímica elevou o valor do produto em 5,9%. Em janeiro, a estatal já havia anunciado uma alta de 6%. Em fevereiro, o aumento foi de 5,1%, chegando em 4,8% em março. No mês seguinte, o GLP sofreu reajuste de 5%.
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Segundo levantamento da ANP, na semana passada o preço do botijão de 13kg do gás de cozinha, estava sendo comercializado em Alagoas por R$ 82,02 em média. O valor é praticamente o mesmo da semana anterior. Vale ressaltar que na semana em que foi pesquisado pela agência, o preço do produto ainda não havia sido reajustado com a nova alta da Petrobras.
Em nota, a Petrobras informou que os preços do GLP vendidos às distribuidoras tem como base o preço de paridade de importação, formado pelas cotações internacionais destes produtos mais os custos que importadores teriam, como transporte e taxas portuárias, por exemplo. "A paridade é necessária porque o mercado brasileiro de combustíveis é aberto à livre concorrência, dando às distribuidoras a alternativa de importar os produtos. Além disso, o preço considera uma margem que cobre os riscos (como volatilidade do câmbio e dos preços)", justificou.


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A estatal também disse que o preço de venda às distribuidoras não é o único determinante do preço final ao consumidor. "Como a lei brasileira garante liberdade de preços no mercado de combustíveis e derivados, as revisões feitas pela Petrobras podem ou não se refletir no preço final, que incorpora tributos e repasses dos demais agentes do setor de comercialização, como distribuidores e revendedores", finalizou.
