Apesar de críticas, privatização da Eletrobras teve saldo positivo, diz ministro da Economia
Guedes afirma que maiores 'jabutis' foram 'abatidos', e que reformas 'nunca são perfeitas'
O ministro da Economia, Paulo Guedes, avaliou nesta quarta-feira (23) que o saldo da privatização da Eletrobras, aprovada no início desta semana pelo Congresso Nacional, é "vastamente positivo" – mas admitiu que existem muitas críticas ao formato aprovado.
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"As reformas nunca são perfeitas. Estamos em uma democracia, a luta é encarniçada, difícil", declarou ele em videoconferência com empresários.
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Segundo a área econômica, a privatização pode render R$ 100 bilhões aos cofres públicos depois que estiver totalmente concluída.
De acordo com o governo, a medida provisória que viabiliza a privatização da Eletrobras pode levar a uma redução de até 7,36% na conta de luz dos consumidores residenciais. No estudo do Ministério de Minas e Energia, a redução média nos preços seria de 6,3%.


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Entidades do setor elétrico, contudo, contestam a versão do governo e criticam o texto aprovado pela Câmara, afirmando que a conta pode ficar mais cara.
A União pela Energia, que reúne essas associações, afirma que as obrigações inseridas pelos deputados representam custo extra de até R$ 41 bilhões aos consumidores residenciais e industriais.
Nesta quarta, Guedes disse que o governo não vai ficar "chorando" muito por conta da forma como foi aprovada a privatização da Eletrobras, pois a meta de liberalizar o mercado de energia continua.
O ministro acrescentou que os "jabutis" maiores (mudanças feitas pelos parlamentares) foram "abatidos", enquanto os menores vão se "dissolver no ar" com o passar do tempo.
Guedes disse, por exemplo, que o preço da energia contratada nas usinas movidas a gás natural é mais baixo do que o pago, atualmente, às termelétricas que usam diesel.
"O que parece um subsídio é uma promessa de comprar a menos da metade do preço. Se o preço estiver acima disso [acordado], não vamos comprar nada de ninguém. É um jabuti que se evapora", disse.
O ministro concluiu dizendo que é importante reindustrializar o Brasil em cima de energia barata, com choque de gás natural e liberalização do mercado de eletricidade, que aconteceria em 2026. E acrescentou que o governo está atentando para a crise hídrica em 2021.
