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Família de jovem morto diz que policiais se recusaram a prestar socorro

Thiago da Conceição, de 16 anos, foi levado para hospital, mas não resistiu. Além de Thiago, outras três pessoas foram mortas. Ao todo, 15 pessoas foram presas na Operação Coalizão pelo Bem

A família de Thiago da Conceição, de 16 anos – que morreu ao ser baleado na cabeça no Complexo da Penha, Zona Norte do Rio - afirma que policiais se recusaram a socorrer o menino após o disparo. A Polícia Civil realizou na manhã desta sexta-feira (18) a operação Coalizão pelo Bem na região.

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“No momento do tiro, foi o único disparo que teve. Não teve reação nenhuma. A Polícia Civil entrou na comunidade eram 6h. Não teve um tiro. O único disparo que teve foi esse. Após o disparo, que eu vim socorrer ele, falei com os policiais e eles se recusaram a socorrer, entraram na viatura e foram embora”, afirmou o tio da vítima Giovani Gilson.

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“Quem socorreu fui eu, com os primos dele. Botei no carro e levei para o Hospital Getúlio Vargas”, completou o tio.

O G1 pediu esclarecimentos à Polícia Civil, mas ainda não teve retorno.

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Além de Thiago, outras três pessoas foram mortas. A ação reuniu policiais civis dos estados do Rio, do Pará e do Amazonas. A Polícia Militar deu apoio. Foram cerca de 600 agentes e, pelo menos, três helicópteros.

Criminosos tentaram de diversas maneiras evitar o avanço da operação. Os suspeitos atearam fogo em lixo, montaram barricadas, barras de ferro para furar os pneus dos blindados e até jogaram até óleo numa ladeira para dificultar a passagem de carros.

A mobilização tinha como objetivo cumprir 18 mandados de prisão e 35 de busca e apreensão expedidos pela Justiça do Rio. Os investigadores descobriram que traficantes do RJ estão agindo em conjunto com criminosos do Norte do país.

Ao todo, 15 pessoas foram presas na Operação Coalizão pelo Bem da Polícia Civil: 5 em Manaus, 2 em São Paulo e 8 no Rio de Janeiro. Alguns bandidos são apontados como o responsável pela onda de violência que aconteceu em Manaus e mais nove cidades do Amazonas no início do mês.

A polícia apreendeu meia tonelada de drogas, além de fuzil, outras armas e munição.

Tiro entrou pela janela e ainda atingiu violão da vítima

O tio de Thiago afirmou também que o projétil entrou pela janela e ainda atingiu o violão do menino. A porta do quarto em que ele estava chegou a ficar suja de sangue.

“A janela foi essa por onde entrou o disparo. A porta que ele saiu foi essa aqui, que fica praticamente de frente para janela, distância de um metro e meio mais ou menos. Essa é a porta do quarto que ele estava. Está respingada de sangue ainda, ó. No momento do tiro que ele tomou, respingou aí”, afirmou o tio do menino.

“Ele caiu sentado. Eu cheguei, ele estava sentado com cabeça para baixo, com um rombo atrás da cabeça. O tiro atingiu ele, atingiu aqui a porta que estava fechada. Atingiu aqui e pegou no violão dele”, completou

A prima de Thiago, Caroline Pereira, afirmou que ele não tinha envolvimento com criminosos.

“Ele estuda, ele trabalha. Ele fazia um ‘biquinho’ perto da lanchonete. Ele não tem envolvimento nenhum, nenhum. Ele era só uma criança de 16 anos que ele estava tocando violão. Ninguém da família tem envolvimento com negócio de bandidagem”, afirmou a prima Caroline.

Polícia diz que não havia policiais perto de onde menino foi baleado

A polícia diz que Thiago não foi vítima de agentes que participaram da operação. Segundo Rodrigo Oliveira, subsecretário operacional da Polícia Civil, não havia agentes das polícias Civil e Militar na região.

“Isso será objeto de uma investigação para a gente tentar chegar na autoria. O que eu posso afirmar com absoluta convicção é que no local que ele foi baleado, me parece que dentro de uma residencia, não havia nenhum policial, seja da Policia Civil, seja da Militar, naquela localidade", afirmou Rodrigo Oliveira, subsecretário operacional da Polícia Civil.

"Os policiais, na verdade, perceberam o tumulto a distancia quando foram no local para tentar identificar o que estava acontecendo e obtiveram informação de que um adolescente havia sido baleado e que havia sido socorrido por meios próprios”, completou o subsecretário.

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