‘Gabinete fantasma’: Luciano Barbosa diz que não tem ligação com nomeações de comissionados
Mesmo sem vice-governador, contribuintes pagam salário superior a R$ 6 mil para servidores
O ex-vice-governador e prefeito de Arapiraca, Luciano Barbosa (MDB), declarou nas redes sociais nesta quarta-feira (16) que não tem ligação com as recentes nomeações de servidores que ocupam cargos comissionados no órgão que ‘não existe’ desde a sua posse em janeiro de 2021. Na Assembleia Legislativa, o deputado Davi Maia (DEM) denunciou a ilegalidade das nomeações após a saída de Barbosa e até a solicitação de carros de luxo para a Vice-governadoria. O prédio onde funcionava o gabinete de vice-governador de Renan Filho, inclusive, encontra-se para venda ou aluguel.
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No post, em resposta ao jornalista Luis Vilar, que questiona o silêncio do governo após a denúncia realizada no plenário da Casa de Tavares Bastos, o prefeito fez questão de esclarecer que não tem relação com as nomeações. “Importante salientar que nenhum dos nomes tem minha indicação. Nenhum”, reagiu o ex-vice-governador.
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De acordo com a denúncia apresentada pelo deputado, os salários já pagos aos servidores do gabinete desativado variam de R$ 1,6 mil a R$ 6,6 mil, com média salarial de R$ 3,6 mil. Nesta quarta, também na Assembleia, Davi apresentou mais uma denúncia. Desta vez, que, apesar da ausência de vice-governador, o órgão solicitou à Agência de Modernização da Gestão de Processos (AMGESP) o aluguel de carros de luxo. Os carros solicitados foram um Amarok e dois Virtus. As despesas mensais aos cofres públicos seriam de quase R$ 10 mil.

Ainda segundo a denúncia, as nomeações assinadas por Renan Filho são entre os dias 12 de maio e o último dia 9 deste mês de junho. Em resposta à denúncia, o governo de Alagoas confirmou as nomeações, mas disse que os servidores foram redistribuídos.


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Abaixo, leia a nota na íntegra.
A Governadoria é um órgão da administração direta do Estado, constituída pelo Gabinete do Governador, Vice-Governadoria e Gabinete Civil. Como estrutura da administração direta , a Vice-Governadoria é pautada por três linhas de atuação previstas na Lei Delegada: gestão estratégica, gestão de estado e gestão finalística. Dentro da gestão finalística é papel da Vice-Governadoria a articulação política e social e a interiorização. Desta forma, o fato de não haver vice-governador no exercício do cargo não anula a função finalística do órgão, nem sua função estratégica, que passou a ser acumulada pelo chefe do Executivo. Todas as funções administrativas da estrutura continuam ativas e os seus servidores foram redistribuídos para outros órgãos do Estado. O prédio foi entregue por uma questão de economia e redução de despesas.
