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Audiência discute os impactos do afundamento do solo para a Educação

Braskem se disse ciente dos efeitos da realocação de escolas, o que só vem aumentando a evasão escolar na capital

Em audiência pública híbrida, realizada na manhã desta sexta-feira (11), a Braskem discutiu, na Assembleia Legislativa de Alagoas (ALE), propostas para a remediação dos impactos do afundamento do solo na educação de Maceió, tendo em vista que inúmeras escolas devem ser realocadas de seus locais de origem por causa do problema.

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Os estudos e levantamentos realizados pela mineradora, no entanto, resultou em um diagnóstico completo dos efeitos socioculturais e econômicos da tragédia ambiental na educação da capital e as ações necessárias para solucionar os problemas, a exemplo da realocação de escolas e demais estruturas da área educacional localizadas na região e no Centro Educacional de Pesquisas Aplicadas (Cepa), que concentra um número maior de alunos.

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No complexo educacional, portanto, foi levada em consideração a dimensão, as necessidades e a comodidade dos milhares de estudantes e os servidores da educação afetados. A mineradora, por sua vez, se disse ciente dos danos causados na vida de cada um, e no crescimento da evasão escolar, mas que vem trabalhando para solucionar os impasses. Conforme a Braskem, no mês de julho, começa o trabalho de campo para que haja o planejamento para a realocações não só do Cepa, como também das outras unidades de ensino.

Integrantes da educação citaram, entre as dificuldades já enfrentadas atualmente, a não disponibilização de serviços como internet, que estão deixando de ser ofertados na região afetada pelo afundamento do solo. A questão do retorno às aulas presenciais, por exemplo, também foi colocada.

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Essa foi a quarta audiência sobre o tema, realizada em conjunto pelas comissões de Educação, do Meio Ambiente e Comissão Especial do Pinheiro, Mutange e Bebedouro da Casa, presididas respectivamente pela deputada Jó Pereira, deputado Davi Maia e deputado Cabo Bebeto.

Representando o Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Alagoas (SINTEAL), a professora Lenilda Lima falou sobre a preocupação com o retorno das aulas presenciais, sinalizadas pelo governo do estado, para ocorrer a partir de agosto.

"A questão dos bairros atingidos tem uma imensidão muito maior, a dimensão de um território que foi destruído. Estamos tratando da questão social, cultural, econômica que envolve todos que ali residiam é isso é muito forte. Eu me reporto agora ao momento que estamos vivendo que é o retorno às aulas. Mesmo com todo esforço na área municipal, temos duas escolas funcionando no mesmo espaço e isso gera prejuízo educacional. Duas escolas não podem funcionar no mesmo espaço. Os prejuízos pedagógicos são inúmeros no tocante à relação social que existia nessa escola e também atinge não só aos estudantes e pais , mas os próprios profissionais da educação que hoje lidam com situações indefinidas. Nossa preocupação é com o retorno das aulas e como esses alunos serão recebidos. Quem chega no Cepa vê um local desolador. Essas escolas isoladas não atraem nossos estudantes que precisam de um incentivo para esse retorno. São alunos prejudicados e que agora, no momento do retorno, o local onde eles serão recepcionados são totalmente inadequados. Isso nos preocupa porque agora que vamos confrontar o quadro de evasão, com o retorno presencial. Enquanto sindicato, nossa preocupação é grande e já fizemos contato com município e estado", disse.

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