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Após mãe se recuperar da Covid-19, saxofonista alagoano agradece levando música aos hospitais

Com mais de 140 mil seguidores no Instagram, Felipe Martins diz que sua missão é levar paz através da música

Quem já esteve em um hospital, seja em decorrência da Covid-19 ou de qualquer outra enfermidade, sabe como, nesses momentos, gestos de apoio e afeto podem fazer a diferença. É nisso que também acredita o músico militar alagoano Felipe Martins, que desde o ano passado circula por hospitais de Maceió levando música, palavras de conforto e orações para pacientes e profissionais de saúde.

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De acordo com o saxofonista, a iniciativa busca levar um abraço simbólico aos pacientes que enfrentam a Covid-19 e aos profissionais de saúde, que há mais de 1 ano lutam contra a pandemia nos hospitais.

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Felipe Martins tem 29 anos e começou a estudar música aos 8 anos de idade. De acordo com o alagoano, a música é a linguagem da alma.

“Minha mãe teve Covid e passou por momentos muito ruins. Eu achei que ia perdê-la, entrei em desespero. Mas graças a Deus e aos profissionais de saúde, hoje eu a tenho com vida. Então, eu queria agradecer, dizer obrigado de alguma forma a esses anjos”, conta o músico.

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Após o episódio, Felipe se juntou aos amigos Bruno e Thiago para gravar um vídeo em frente ao Hospital Geral do Estado (HGE). Como resultado, eles viram a homenagem viralizar e atingir quase 11 milhões de visualizações nas redes sociais.

“Então decidimos continuar com o projeto. Foi surgindo o nome, que é Heróis da Vida Real, o propósito, o perfil do projeto. Hoje em dia, somos 4 pessoas: eu, Fabrício no piano, Bruno Soares, nosso assessor, e Thiago Honorato, nosso produtor”, explica.

HERÓIS DA VIDA REAL

No fim do contrato como Cabo Músico Temporário do 59º Batalhão de Infantaria Motorizado, do Exército Brasileiro em Maceió, Felipe Martins diz que sua missão, hoje, é levar paz através da música.

“Nós vamos nos hospitais, tocamos para os pacientes e profissionais da saúde, falamos algumas palavras de motivação e fazemos uma oração”, conta Martins.

O que era uma homenagem pontual para agradecer a recuperação da mãe, se tornou um projeto ousado, que quer, inclusive, cruzar as fronteiras de Alagoas e proporcionar momentos de conforto em outros estados do Nordeste.

“É muito gratificante. Nós somos um projeto sem fins lucrativos, então, quando vamos com o projeto não cobramos nada. A gente monta um cronograma de visita aos hospitais e vamos. Ou, quando chamam a gente, marcamos o dia, e vamos”, explica.

Para entrar em contato com o projeto, basta acessar o Instagram.

“A reação majoritária são lágrimas. Lágrimas de alívio, de conforto, de alegria, lágrimas de alguém que está se sentindo amada em meio ao caos. E esses olhares que conseguimos, não têm preço”, afirma Felipe, que continua.

“Eu acredito que a música é a linguagem da alma. Quando tocamos com o coração conseguimos nos conectar com as pessoas e transmitir mensagens. Eu recebo muitas mensagens de pessoas falando o quanto mudaram através dos meus vídeos e das músicas que posto, e isso é surreal demais, só me dá mais ânimo para continuar.”

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