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Dia Nacional da Adoção: Alagoas tem 355 famílias habilitadas

Burocracia foi mais simples do que imaginavam, dizem casais; psicóloga alerta para necessidade de resolver pendências internas antes

A expectativa pela chegada de um filho ou filha costuma gerar um turbilhão de emoções numa família. Quando a gestação não se dá no ventre, mas por meio de um processo de adoção, a ansiedade pode ser ainda maior. É o que vivenciam as 355 famílias habilitadas para adoção em Alagoas, neste momento.

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Foi um câncer de mama que fez a psicóloga Maria Gabriela Brizueña, de 29 anos, descartar, em definitivo, a possibilidade de engravidar, por recomendação médica. Quando decidiu adotar e conseguiu a habilitação, ela ainda não tinha a sua esposa Ariele ao seu lado.

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“Eu dei entrada no processo sozinha e, hoje, eu já casei, e minha esposa está junto comigo nessa, estamos juntas na espera da nossa filha”, conta Gabriela. “Fiz trabalhos voluntários em abrigos de crianças pequenas e ficava muito contente com cada conquista, com as famílias que elas recebiam. Logo, logo, minha filha vai chegar. Não tem um dia que eu não fale ou não pense na minha filha”.

Burocracia não foi problema

Gabriela relata que o processo de habilitação foi mais rápido do que imaginava. “Não achei burocrático, achei muito tranquilo”. A mesma impressão teve a enfermeira Jhenyff Limeira, de 23 anos, que decidiu adotar junto com o marido Matheus, de 25 anos.

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“Entramos no Sistema Nacional de Adoção e fizemos nosso pré-cadastro de forma on-line. Após reunir tudo que precisávamos, enviamos um e-mail para a 28ª Vara da Capital. Fomos orientados a fazer o curso de pretendentes, e, para concluir, fizemos a entrevista com a psicóloga e a assistente social”, relata Jhenyff.

Pendências internas

Se a burocracia não deve ser vista como um obstáculo, muitas outras questões devem ser pensadas antes que uma família se considere apta a uma adoção. É o que defende a psicóloga Fátima Malta, da 28ª Vara Cível de Maceió, onde tramitam esses processos. “Não se deve deixar para resolver pendências internas ou de casal, quando a criança chegar, pois a mesma virá com muitas demandas para serem resolvidas”, enfatiza.

“Para adotar, ter filhos biológicos ou mesmo fazer o reconhecimento da parentalidade socioafetiva, existe a necessidade urgente de você entrar em contato consigo mesmo, com os seus itens reais, seu cardápio interior, que fazem parte do seu interno mais profundo, ou seja, medos, preconceitos, tabus, suas sombras, sonhos e tantos outros que só você conhece, pois precisa, para esse exercício parental, estar fortalecido em suas decisões”, pondera Fátima.

Convicção

Apesar de muito jovem, o casal Matheus e Jhenyff manifesta convicção sobre a escolha que fez. “Somos casados há 5 anos e, desde o começo do nosso namoro, pensamos em construir nossa família, ter filhos. Depois que casamos, começamos a pensar ainda mais sobre os processos de adoção. Estamos na expectativa, muito ansiosos, pela chegada do nosso filho”, diz Matheus, que é professor.

Jhenyff faz questão, ainda, de enfatizar que o casal está aberto à possibilidade de adotar uma criança um pouco mais crescida. “Temos uma limitação, porque os pretendentes precisam ser 16 anos mais velhos que a criança. Mas nosso desejo pela maternidade e paternidade vai além da idade, nós consideramos a adoção tardia, tem muitas crianças e adolescentes que estão esperando uma família”.

Dia Nacional da Adoção

Nesta terça-feira (25), celebra-se no Brasil o Dia Nacional da Adoção. Em Alagoas, a Coordenadoria Estadual da Infância e Juventude promove nesta data o 10º Encontro Estadual de Adoção.

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