Confira os nomes dos presos em operação contra fraudes fiscais em AL e SP que geraram prejuízo de R$ 4 bi
Mais de 130 empresas foram investigadas pelo Gaesf em AL, além de 89 em São Paulo e 16 em outros Estados

Jobison Barros e Laura Bastos
11/05/2021 às 23:50 • Atualizada em 12/05/2021 às 0:23 - há XX semanas
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Durante a coletiva realizada na manhã desta quarta-feira (12), na sede do Ministério Público de Alagoas (MP/AL), no bairro do Poço, em Maceió, sobre a operação de combate a fraudes fiscais, membros do Grupo de Atuação Especial no Combate à Sonegação Fiscal e Lavagem de Bens (Gaesf) divulgaram os nomes de presos envolvidos no esquema fraudulento.
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Ainda de acordo com os promotores, somente em Alagoas, 132 empresas foram investigadas, além de 89 em São Paulo e 16 em outros Estados.
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Alguns dos presos eram contadores. Aqui no estado, foram detidos José Roberto da Silva Júnior, Elissandra Nazario da Silva, João Praxedes Filho, Karilla Roberto da Silva, Alisson Rangel Amorim da Silva, Rogério Cesar da Paz dos Santos, Fábio Roberto da Rocha Nunes, José Givaldo Silva dos Santos, Jessica da Silva e Tracy Scarleth da Silva Santiago (esta encontra-se foragida).
Por sua vez, em São Paulo, foram detidos Evandro Franco de Almeida, Marcela de Fátima Momesso Franco de Almeida, José Eduardo Massa, Edilson Medeiros de Freitas, José Carlos Viana, Leonardo Massa, Renan Ataíde do Prado, Denis Francisco de Oliveira, Cassia Cristina Alonso, Cristiane Cintia das Chagas, Ana Carolina Crivelli Rodrigues de Souza, Guilherme Martins Perez, Débora Luiz da Silva e Rodrigo Onofre (este em negociação para se entregar).


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“Uma operação como essa resultou em uma sangria de 450 milhões de reais para o estado, fora o impacto na economia do país. Isso tudo pode resultar em falência e quebra de diversas empresas. Alagoas não compactua e não aceita fraudes de nenhuma espécie, principalmente, tributárias. Tolerância zero com tais fraudes", destacou o coordenador do Gaesf, Cyro Blatter.
O esquema
O Ministério Público do Estado de Alagoas (MP/AL), por meio do Gaesf - Grupo de Atuação Especial no Combate à Sonegação Fiscal e Lavagem de Bens, deflagrou, na manhã desta quarta-feira (12), a operação Noteiras, cujo objetivo é desarticular uma organização criminosa (Orcrim) especializada no cometimento de fraudes fiscais que podem chegar à casa dos R$ 4 bilhões. As fraudes aconteceram por meio da emissão de cerca de 20 mil notas fiscais. A ação ocorre simultaneamente em Alagoas e em São Paulo.
De acordo com o Gaesf, o esquema visava à geração de falsos créditos tributários por meio de empresas fantasmas, com informações inverídicas relativas à propriedade e gestão desses estabelecimentos comerciais, que jamais existiram.
Para o cometimento dos ilícitos penais, havia participações criminosas de contadores, empresários, “testas de ferro” e “laranjas”. Todos eles são acusados de organização criminosa, falsidades ideológica e de documentos, fraudes societárias, lavagens de bens, dentre outros ainda em apuração.
Tudo isso causou vultosos prejuízos ao erários dos dois estados, e o valor exato final do dano se encontra em apuração nas fazendas públicas de Alagoas e de São Paulo. Outros estados também serão alvos de operações posteriores.
Para esta operação, o MPAL contou com o apoio do Ministério Público de São Paulo, da Secretaria de Fazenda de São Paulo e da Procuradoria-Geral do Estado de São Paulo.
'Noteiras'
O nome da operação faz referência ao apelido recebido por empresas que emitem notas fiscais falsas. Essas notas são emitidas visando à geração de créditos fiscais ilícitos.