Suspeito de chefiar organização criminosa é preso ao lado da esposa, informa MPAL
A irmã dele, considerada o braço direito do bando, também foi detida

Thiago Gomes, com assessoria
12/05/2021 às 8:10 • Atualizada em 12/05/2021 às 8:33 - há XX semanas
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O suspeito de chefiar a organização criminosa, que resultou na Operação Noteiras, deflagrada na manhã desta quarta-feira (12), foi preso no bairro da Serraria, em Maceió. A informação foi confirmada pela assessoria de comunicação do Ministério Público de Alagoas (MPAL), responsável pela ação. A esposa e a irmã dele também foram detidas por provável envolvimento em fraudes fiscais.
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Conforme o MPAL, o responsável por comandar o grupo e a mulher estavam numa residência, que foi alvo de cumprimento de mandado, expedido pela 17ª Vara Criminal da Capital. Já a irmã dele, tida como braço direito dos negócios escusos, foi presa em outro endereço.
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Os nomes de cada um dos que foram detidos nesta operação, comandada pelo Grupo de Atuação Especial no Combate à Sonegação Fiscal e Lavagem de Bens (Gaesf), serão divulgados em entrevista coletiva, marcada para acontecer às 11h, na sede do MPAL.
De acordo com os investigadores, a Operação Noteiras foi deflagrada com o objetivo de desarticular uma organização criminosa especializada no cometimento de fraudes fiscais que podem chegar à casa dos R$ 435 milhões. A ação ocorreu simultaneamente em Alagoas e em São Paulo, que seriam os locais de atuação do bando.


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Ao todo, foram expedidos 77 mandados judiciais, todos da 17ª Vara Criminal da Capital. Para Alagoas, são 10 de prisão e, para São Paulo, outros 14. Já de busca e apreensão são 37 no estado paulista e mais 16 em Maceió.
Além disso, a pedido do Gaesf, o Judiciário alagoano também determinou o bloqueio de 265 contas-correntes de pessoas físicas e jurídicas, no valor total de R$ 435.132.254,09 (quatrocentos e trinta e cinco milhões, cento e trinta e dois mil, duzentos e cinquenta e quatro reais e nove centavos). Segundo os investigadores, esse é o valor estimado do prejuízo ao Tesouro Estadual de Alagoas e de São Paulo.
Já o prejuízo completo com fraudes fiscais atinge a casa dos R$ 4 bilhões.