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Cerca de 50% da área do Portugal Ramalho sofre efeitos da movimentação do solo, diz Prefeitura de Maceió

Instituição foi incluída no acordo de realocação de imóveis e demais equipamentos públicos que estão na área de monitoramento do afundamento do solo

Cerca de 50% do Hospital Escola Portugal Ramalho já sofre com os efeitos da movimentação do solo, principalmente quando há movimentação vertical, segundo informações divulgadas nesta terça-feira (27), pela Prefeitura de Maceió. A unidade está localizada na rua Oldemburgo da Silva Paranhos, no bairro Farol.

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De acordo com a Defesa Civil, a movimentação vertical encontra-se em estágio de evolução, e por isso, permanece sendo monitorada com sismógrafos. Além disso, o hospital recebe a cada três meses visitas técnicas da Defesa Civil de Maceió, que acompanha todo o processo de subsidência do solo.

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Em reunião também nesta terça (27), a inclusão do Hospital Escola Portugal Ramalho no acordo de realocação de imóveis e demais equipamentos públicos que estão na área de monitoramento do afundamento do solo foi discutida. Isso permitirá à instituição ter acesso à verba indenizatória do Programa de Compensação criado pela mineradora Braskem, como cumprimento do acordo judicial assinado pela empresa com os Ministérios Públicos Federal e Estadual.

Atualmente, o Hospital Escola Portugal Ramalho está dentro da área de monitoramento do solo, cujo mapa de setorização classifica o equipamento pertencente ao setor 01, o quer dizer que a unidade está em uma área limítrofe de movimentação do solo, mas sem caracterizar risco estrutural à edificação. No entanto, com o passar do tempo, a situação pode se agravar.

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Conforme a supervisora-geral do Hospital Portugal Ramalho, Maria Derivalda, a instituição tem hoje 160 pessoas que estão em tratamento psiquiátrico. Ela também contou que a rede de atendimento psicossocial está prejudicada devido ao afundamento do solo, já que reformas na infraestrutura do prédio não foram realizadas.

Para o coordenador-geral da Defesa Civil de Maceió, Abelardo Nobre, o hospital pode fazer as tratativas com a mineradora Braskem, já que o equipamento de saúde se encontra no mapa de monitoramento da área afetada pelo afundamento do solo.

Já o coordenador do Gabinete de Gestão Integrada para a Adoção de Medidas de Enfrentamento aos Impactos do Afundamento dos Bairros (GGI dos Bairros), Ronnie Mota, frisou que é papel da Defesa Civil de Maceió identificar e monitorar as áreas de risco de Maceió. O hospital se encontra na área de monitoramento, o que certifica a instituição, que presta serviços de saúde às pessoas com problemas mentais, a fazer parte do Programa de Compensação, o que já está previsto no planejamento de realocação para ocorrer em outubro deste ano.

Ainda na reunião, os presentes estabeleceram que a Defesa Civil de Maceió vai enviar o relatório técnico à Força Tarefa do Ministério Público Estadual, aos representantes da Universidade Estadual de Ciências da Saúde de Alagoas (Uncisal) e ao Hospital Escola Portugal Ramalho. A Força-Tarefa do MPE/AL vai realizar uma reunião interna para debater o tema. Logo após, o documento será levado à empresa Braskem.

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