Aumenta número de mortes por Covid-19 entre jovens e adultos em AL
No início da pandemia do novo coronavírus, há pouco mais de um ano, a preocupação era quase que, exclusivamente, com os idosos
Em três meses, aumentou em 38,8% – de 687 para 954 – o número de pessoas que não resistiram às complicações causadas pela Covid e tinham menos de 59 anos em Alagoas. Nesse mesmo período, o percentual de mortos com 60 anos ou mais subiu quase 37%, de 1.802 para 2.467, diferença menor do que entre aqueles que não são idosos, o que mostra que a pandemia avança com mais velocidade entre jovens e adultos.
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No início da pandemia do coronavírus, há pouco mais de um ano, a preocupação era quase que exclusivamente com os idosos. Hoje a situação mudou.
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De acordo com painel de informações interativas sobre a pandemia da Secretaria de Planejamento, Gestão e Patrimônio (Seplag), em relação à faixa etária, o número de pessoas mortas após infecção pelo coronavírus com até 59 anos se aproxima de 30% do total de óbitos em Alagoas.
Nessa mesma faixa etária – de até 59 anos – representa mais de 85% dos casos confirmados de Covid registrados pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesau). Perto de 42 mil pessoas infectadas tinham até os 29 anos, um percentual de 28% do total de casos em Alagoas e mais de 60 pessoas não resistiram às complicações da Covid.


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PERCEPTÍVEL
A infectologista do Hospital Metropolitano de Maceió Glauciane Fernandes diz que toda tomada de decisão e respostas relacionadas à Covid-19 necessita de estudos criteriosos e embasamento científico para dar informações concretas e exatas à sociedade.
“Enquanto os profissionais de saúde atuam na linha de frente para tratar e recuperar a população acometida deste terrível vírus, cientistas e organizações se debruçam sobre pesquisas baseadas em evidências para encontrar informações que possam auxiliar os órgãos e instituições competentes no controle da pandemia. É perceptível o crescimento de internações e mortes na população jovem, e isso pode estar relacionado com três fatores: as mutações do coronavírus que o tornam mais transmissível; o relaxamento das medidas de distanciamento social e sanitárias e a existência de comorbidades no organismo do indivíduo jovem, desconhecido por ele até então e que foram afetadas e aceleradas pela letalidade do vírus”, detalha a médica Glauciane Fernandes.
QUEDA ACENTUADA
A reportagem pergunta à infectologista se, na avaliação dela, a ampliação da vacinação em idosos tem relação com o aumento de casos mais graves de Covid entre os jovens. “A vacinação da população idosa e dos demais grupos de risco proporcionará uma queda acentuada no número de internações e mortes. Já existem estudos científicos que apontam que as vacinas em uso no mundo são eficazes, protegem a população e impactam positivamente a saúde do paciente e no desafogamento de leitos nas organizações de saúde”, afirma a infectologista.
