Jair Bolsonaro já repreendeu apoiador que fez gesto como o de assessor internacional
'Esse gesto aí… Se não foi um gesto bacana, pega mal pra mim', disse o presidente na ocasião
O presidente Jair Bolsonaro não se pronunciou sobre um gesto considerado obsceno ou associado a supremacistas brancos feito pelo seu assessor internacional, Filipe Martins, durante uma sessão no Senado na tarde desta quarta-feira. Há um ano, porém, o presidente repreendeu um apoiador que fez movimento parecido com as mãos ao posar para tirar uma foto na saída do Palácio da Alvorada.
Tudo em um só lugar.
Receba notícias da GazetaWeb no seu WhatsApp e fique por dentro de tudo!

A cena registrada em vídeo em fevereiro de 2020 tem sido novamente compartilhada por internautas nas redes sociais após a repercussão do caso envolvendo Martins. Na ocasião, após ver o gesto do apoiador, o presidente diz: "Esse gesto aí… Se não foi um gesto bacana, pega mal pra mim". Em seguida, um dos seguranças de Bolsonaro pede que a foto seja apagada.
Leia também
O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), determinou uma investigação interna sobre o caso. Depois das imagens circularem nas redes, Martins afirmou, em postagem no Twitter que estava apenas ajustando o microfone lapela que estava em seu terno.
"Um aviso aos palhaços que desejam emplacar a tese de que eu, um judeu, sou simpático ao 'supremacismo branco' porque em suas mentes doentias enxergaram um gesto autoritário numa imagem que me mostra ajeitando a lapela do meu terno: serão processados e responsabilizados; um a um", escreveu.


Acidente na BR-101 deixa feridos em Porto Real do Colégio

Renan Filho anuncia vinda de Lula a Alagoas nesta quinta feira (24)

Lira cita relação com Lula e Bolsonaro para defender capacidade de diálogo

Arthur Lira admite impeachment de ministro do STF em situação extrema
O Museu do Holocausto em Curitiba se manifestou nas redes sociais com uma nota de repúdio. A instiuição ressaltou que o que Martins mostrou com a mão foi classificado pela Liga Antidifamação (ADL), principal entidade de combate ao antissemitismo dos Estados Unidos, como forma de identificação entre extremistas.
"É estarrecedor que não haja uma semana que o Museu do Holocausto de Curitiba não tenha que denunciar, reprovar ou repudiar um discurso antissemita, um símbolo nazista ou ato supremacista. No Brasil, em pleno 2021. São atos que ultrapassam qualquer limite de liberdade de expressão", postou a organização no início de uma série de publicações no Twitter.
