Após contaminação de bebês, deputada diz que alertou Sesau há quase um ano sobre falta de leitos : 'falta diálogo'
De acordo com Jó, no ano passado já existia demanda para ampliar a discussão sobre a unidade de saúde

Regina Carvalho
10/03/2021 às 2:21 • Atualizada em 10/03/2021 às 7:31 - há XX semanas
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Durante sessão ordinária realizada nesta quarta-feira (10), a deputada estadual Jó Pereira (MDB) lembrou aos parlamentares que há quase um ano alertou sobre a falta de estrutura da Maternidade Santa Mônica, em Maceió, para acolher pacientes com Covid-19 e que o secretário de saúde de Alagoas Alexandre Ayres assumiu compromissos que não foram cumpridos, situação agravada pela ausência de diálogo. O assunto voltou à tona na Assembleia Legislativa após a confirmação de bebês infectados pelo coronavírus internados na unidade.
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“Ontem fomos matéria no Jornal Nacional, estamos em todos os jornais do país que 15 bebês de alto risco foram contaminados pela Covid-19, chegando a ponto de isolar a UTI Neonatal da nossa Maternidade Santa Mônica, que é um hospital de alto risco. Fico triste mais uma vez, inclusive um dos meus embates com o secretário Alexandre Ayres e naquela oportunidade relatei essa situação ao presidente da comissão (de Saúde) ainda em maio do ano passado, porque quem conhece sabe que aquela maternidade não tem estrutura de fazer a separação de Covid e não Covid”, disse a deputada Jó Pereira.
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Segundo a deputada, falta diálogo produtivo por parte do governo do Estado. “Até o começo deste ano, eu fazia parte da Comissão de Saúde da Casa. Tivemos várias vezes com o secretário Alexandre Ayres, que assumiu o compromisso de que estaríamos fazendo parte das decisões e este compromisso nunca foi cumprido. O que tínhamos eram reuniões isoladas com a comissão”, disse.
Jó Pereira alertou que “a política pública para a gestante de alto risco é de competência do Estado e não adianta querer passar a responsabilidade para a Universidade Estadual de Ciências da Saúde (Uncisal), pois ela é apenas a prestadora de serviço que, por sinal, vem sendo prejudicada no repasse de recursos. Quero, enfim, deixar claro que a Comissão de Saúde desta Casa tentou alertar sobre a situação da Santa Mônica, mas não foi ouvida”.


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De acordo com a deputada, no ano passado já existia uma demanda para ampliar a discussão sobre a Maternidade Santa Mônica. “Marcamos duas ou três vezes com o secretário e o compromisso nunca foi cumprido. Eu sei que o combate à pandemia é um combate intenso, exige dedicação enorme, mas essa Casa tem muito a contribuir. A demanda já existia naquela época, da necessidade de retirarmos da Santa Mônica aquelas gestantes contaminadas. Todos que conhecem a maternidade sabem da falta de estrutura. Nos preocupamos desde o ano passado, mas nada foi feito, nossas considerações não são levadas em conta”, lamenta.