Ayacucho, rival do Grêmio faz rifa para bancar estreia na Libertadores
Fundada há 12 anos, equipe peruana vem de temporada histórica, mas estreia na Libertadores reformulada e sob desconfiança
Equipe reformulada:
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A equipe campeã, porém, passou por diversas mudanças de lá para cá. O técnico argentino Gerardo Amelli deixou o clube e foi substituído por outro argentino, o auxiliar Walter Fiori. O elenco sofreu diversas baixas e 12 reforços foram contratados para repor as perdas.
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Mas ninguém sabe ao certo como ficou esse "novo" Ayacucho. Em função das restrições impostas pelo governo do Peru para enfrentar a pandemia, o time fez apenas três amistosos entre o fim do campeonato nacional e a estreia na Libertadores.
Fiori é a continuidade de Amelli. É uma incógnita, porque nunca vimos partidas amistosas nem nada. Mas pelo que treinou e pelo que podemos conversar com ele, vai ser a continuidade da ideia de Amelli. Uma equipe variável – diz Giancarlo Granda, jornalista do Golperu.


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"Sem dúvida creio que vão poder jogar em contra-ataque, porque o Grêmio vem cansado. Creio que vão esperar, ficar atrás e jogar com Arce, um atacante alto. Não é rápido, mas é um 9 de peso" Giancarlo Granda, jornalista
Rifa para a Libertadores:
O Ayacucho é um clube jovem, com apenas apenas 12 anos de existência. E também modesto, longe de se equiparar com as principais forças do futebol peruano.
Para ajudar nos custos da disputa da Libertadores, o clube tenta mobilizar a comunidade de Huamaga e promove uma rifa solidária de um automóvel desde o fim de fevereiro.
A expectativa era vender 30 mil bilhetes, que dão ao torcedor o direito de concorrer a outros prêmios como aparelhos de televisão, bicicletas e motos. O sorteio está previsto para ocorrer no próximo dia 15.
Origens dos "gasíferos":
Mas a situação já foi muito pior. O clube tinha ainda menos expressão e estrutura antes de ser comprado em 2008 pelo empresário e político Rofilio Neyra. Foi quando a equipe foi rebatizada de Inti Gas, nome da empresa que distribui gás para boa parte do país – daí o apelido de "gasíferos" aos torcedores do Ayacucho.
Em 2013, o clube trocou novamente de mãos e passou a ser contralado por Rolando Bellido, empresário do ramo das construções. Uma das primeiras providências foi rebatizar o clube para Ayacucho, na tentativa de tornar a equipe mais simpática aos torcedores da cidade onde está sediado.
No mesmo sentido, foi promovido um concurso para escolher o novo uniforme e o mascote da equipe. A camisa vencedora, nas cores preto, laranja e branco, faz referência á cultura andina, enquanto o mascote escolhido foi uma raposa-colorada, típica da Cordilheira dos Andes, e que foi batizada de Atoq.
Desde então, o clube vem promovendo melhorias em sua estrutura física. Há planos de construir um novo estádio, por exemplo. O Ciudad de Cumaná, onde o Ayacucho manda seus jogos, não possui iluminação artificial, e por isso não pode sediar jogos da Copa Libertadores.
A equipe peruana tem a altitude como aliada – a cidade está localizada a 2,7 mil metros acima do nível do mar – e decidiu mandar os jogos pela competição em Cusco, a 3,4 mil metros. Menos no confronto contra o Grêmio, que será em Quito, a 2,8 mil metros de altitude.
