Primeira brasileira vacinada contra a Covid relata ataques nas redes: 'Me atacaram sem me conhecer'
'Uma pessoa disse que se os macacos continuarem a ser vacinados, não vai sobrar vacina para os humanos', conta a enfermeira Mônica Calazans
A enfermeira Mônica Calazans acabou ganhando fama após ser escolhida pelo governo paulista para ser a primeira brasileira vacinada contra a Covid, em um evento no fim de janeiro. Mas, apesar das muitas mensagens de carinho e apoio, ela contou à repórter Danielle Zampollo que também foi alvo de ataques nas redes sociais.
Tudo em um só lugar.
Receba notícias da GazetaWeb no seu WhatsApp e fique por dentro de tudo!

"Me atacaram sem me conhecer. Uma pessoa disse que se os macacos continuarem a ser vacinados, não vai sobrar vacina para os humanos", contou a enfermeira, minutos antes de receber a segunda dose da vacina contra o coronavírus, à repórter do 'Profissão Repórter'.
Leia também
A enfermeira foi imunizada neste domingo (17), no Hospital das Clínicas, em São Paulo. O governo paulista aplicou a primeira dose da CoronaVac minutos após a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovar o uso emergencial da vacina.
"Que a população acredite na vacina. Estou falando agora como mulher, brasileira, mulher negra, que acreditem na vacina. Vamos pensar no monte de vidas que nós perdemos, quantas famílias nós perdemos, quantos pais, mães, irmãos. Eu quase perdi um irmão também com Covid. E diante disso é que eu tomei coragem e participei da campanha da vacina."


Prisão de influenciador vira munição em disputa entre JHC e Paulo Dantas

PL de AL aposta em ex-vereador para liderar juventude do partido

Inauguração de avenida em Arapiraca mobiliza lideranças e sinaliza articulação política

Antigos rivais, Sérgio Lira e Marcos Madeira se juntam em apoio a JHC
Mônica faz parte do grupo de risco para a doença e atua na linha de frente contra Covid-19 no Instituto de Infectologia Emílio Ribas. Ela mora em Itaquera, na Zona Leste.
A enfermeira foi voluntária da terceira fase dos testes clínicos da CoronaVac realizados no país e tinha recebido placebo. "Fui muito criticada. Eu recebia piadinhas, memes, mas não dei sequer importância. Me falaram que eu era cobaia de uma pesquisa de vacina."
Mônica atuou como auxiliar de enfermagem por 26 anos e se graduou em enfermagem aos 47 anos. Viúva, ela mora com o filho e cuida da mãe, que tem 72 anos e vive sozinha em outra casa.
